[[legacy_image_296479]] Um ex-controlador de acesso, de 41 anos, caminha pelas ruas de Santos em busca de uma oportunidade de emprego. Thiago Nascimento Francisco é formado em Logística e Transporte Multimodal, além de acumular uma série de cursos, mas está desempregado desde novembro do ano passado. A Tribuna conversou com Thiago em maio deste ano, em uma situação parecida, e pouca coisa mudou. Com dificuldades para arrumar um serviço fixo, ele recorre a um cartaz com pedidos de ajuda e um emprego digno. "Estou aqui lutando, não somente por mim, mas por milhões de brasileiros desempregados no nosso país. Se a gente não levanta para bater, continua apanhando. Fracassar, em alguns aspectos, é seguir em frente. Só tenho a agradecer a todos aqueles que estão vendo esta manifestação e, quem puder me ajudar, agradeço”. Segurança, porteiro e vigilantes, Thiago trabalhava no período noturno na escala 12x36. Ele saiu decepcionado do antigo emprego, onde denuncia que os colegas tinham salário e benefícios superiores aos dele pelo fato de ele não ter filhos ou ser casado. Agora, a meta é encontrar uma empresa que o valorize enquanto profissional. Em busca de emprego fixoO morador de Santos depende financeiramente do pai, um idoso de 78 anos, para pagar as contas. Muitas vezes aceita cobrir férias de outros profissionais, o que “quebra o galho”, mas não é o suficiente. Ele teme que, devido à idade, o pai acabe morrendo e ele fique sem assistência financeira para comer e pagar as próprias dívidas. “O meu pai tem me dado uma força para não deixar que eu caia, desanime. Mas, estou nessa batalha de tentar entrar em um emprego fixo, porque sem isso, eu não consigo pagar as minhas contas. E a gente tem conta todo mês para pagar. Essa coisa de cobertura de férias é bom e não é. Porque é um mês trabalhando e um mês parado”. O problema surgiu ainda em 2021, quando ele já estava dependendo de empregos passageiros. Foi lá atrás que surgiu a ideia de se manifestar com um cartaz em mãos, também com o intuito de representar outros desempregados. Antes disso, ele já chegou a trabalhar como motoboy. [[legacy_image_296480]] Aprimoramento constanteThiago afirma que se considera uma pessoa grande. Então, nada mais justo que trabalhar em uma empresa competente que não promova desigualdades entre os funcionários. “Tenho muito conhecimento, muito estudo. Tenho faculdade. Sou formado em Logística e Transporte Multimodal. E mesmo com a faculdade, não estou conseguindo nada. E aí eu te pergunto: como é que no maior Porto da América Latina, que já foi considerado o maior Porto do mundo, a gente fica desempregado tendo estudo e conhecimento?”. Thiago tem preferência por contratações em Santos, mas está aberto a trabalhos em São Vicente e Guarujá. Quem quiser ajudá-lo com uma indicação pode entrar em contato no celular (13) 99159-8523.