[[legacy_image_326835]] Thais Nogueira é cirurgiã dentista formada há 21 anos pela Universidade Santa Cecília, em Santos. Atualmente, por conta de uma amputação da mão esquerda após uma sequela causada pelo câncer, ela luta para conseguir a quantia necessária para a compra de uma mão biônica, que fará com que ela volte a exercer a profissão de forma independente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! DiagnósticoEm 2021, Thais foi diagnosticada com câncer no colo do útero. E, naquele momento, se viu com muitos medos e incertezas sobre seu futuro. Ela não sabia se conseguiria ver seu filho, que tinha 16 anos, concluir o ensino médio. Para A Tribuna, a cirurgiã contou que lidar com a descoberta foi muito difícil, e que, apesar do avanço da medicina, pareceu ter recebido uma sentença de morte. “Lembro que eu saí do consultório após saber do diagnóstico e chorei muito, ali mesmo, sentada em uma cadeira. Depois eu consegui me recompor e já comecei a pensar em enfrentar a situação.”, conta. Thais. TratamentoDurante o tratamento -foram 34 sessões de radioterapia-, familiares e amigos ficaram ao seu lado, e foram essenciais na vitória contra a doença. A dentista relatou à reportagem de A Tribuna que a melhor sensação que sentiu após terminar o tratamento foi tocar o sino da superação, que representa a cura do câncer. “De pouco em pouco fui vencendo. Meu corpo não aguentava mais, eu já estava muito fraca e, quando bati o sino, foi a coisa mais linda e libertadora. Ali eu achei que a minha luta tinha acabado, mas, na verdade, ela só estava começando.” AmputaçãoUm ano depois, como sequela da radioterapia, foi detectado que Thaís estava com cistite actínica, uma condição que 'queima' a bexiga. Para melhorar a condição foi necessário fazer um procedimento que não deu certo e, como resultado, veio a necrose do órgão. Ela precisou retirar os coágulos da região no centro cirúrgico, onde entrou em choque, ficou intubada em estado gravíssimo e em coma por sete dias. No terceiro dia em coma, a mãe de Thaís percebeu que o braço esquerdo da filha estava roxo. Os médicos foram chamados e, após uma avaliação, chegaram à conclusão de que o membro deveria ser amputado. Ao acordar do coma, Thaís ainda estava com o braço, mas ficou em choque ao ver a situação. Sem haver outra opção, ela teve a mão e o punho amputados. Thaís contou que esse momento foi muito complicado, e só passou a aceitar após uma conversa com a mãe. “Ela conversou comigo. disse que a minha mão era muito pouco perto de tudo o que eu já havia passado, e, então, foi ali que eu aceitei. A partir daquele dia eu comecei a tentar ser independente no hospital. Tentava me maquiar, cortar alguns alimentos com uma faca amarrada à mão, e não foi fácil. Foi, e ainda é um desafio muito grande”, diz. OdontologiaDesistir da profissão nunca foi uma opção. Thaís sempre conversou muito com suas amigas e ela, que sempre trabalhou com um auxiliar durante os procedimentos, passou a ser auxiliar. Elas colocavam as mãos pra trás, e mostravam pra Thaís que era possível atender. Foi assim que a cirurgiã pôde recomeçar. Os primeiros procedimentos foram guiados por amigas de profissão, e aos poucos ela conseguiu retomar os tratamentos com antigos pacientes. “Eu voltei confiante e deu tudo certo. Cada dia que passa eu estou melhor. Mesmo que eu tenha reduzido a velocidade nos procedimentos, agora eu sou mais delicada”, conta. PróteseQuando Thais ainda estava internada, um médico comentou sobre a mão biônica, que seria perfeita para que ela pudesse exercer sua profissão de maneira independente. Desde então, ela passou a pesquisar e sonhar com a possibilidade de conseguir uma mão biônica, e foi a partir desse sonho que suas amigas tiveram a ideia de criar uma vaquinha na internet. O custo do equipamento é de R\$350 mil, e a cirurgiã espera atingir a meta em seis meses. Se você deseja ajudar, pode contribuir clicando aqui.