[[legacy_image_295256]] O tradicional desfile cívico-militar de 7 de setembro, que celebrou os 201 anos da Independência do Brasil, voltou a ser realizado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, na Ponta da Praia, em Santos, algo que não ocorria desde 2019. Além de emocionar seus espectadores, a parada, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (7), ganhou novo significado: a solidariedade com as vítimas do incêndio no Dique da Vila Gilda, que destruiu 100 residências na última segunda-feira (4). Neste ano, o desfile contou com pontos de arrecadação de alimentos e roupas para a população atingida pelo fogo. “É um dia de muita comemoração, e dentro do lema da bandeira de Santos, que é a terra que ensina a liberdade, que comemoramos neste 7 de setembro, e a caridade, o que as pessoas estão fazendo se unindo em prol das vítimas do incêndio”, destacou o prefeito Rogério Santos (PSDB). O prefeito garantiu que as arrecadações continuam. “As arrecadações seguem por um bom tempo. Estamos acolhendo as pessoas e dando esperança através desse abraço simbólico. Graças a Deus, ninguém morreu, mas perderam anos de trabalho e esforço, e por isso precisamos abraçar todos eles”. Participaram do desfile 19 instituições de ensino, incluindo escolas municipais, estaduais e universidades, além de entidades comunitárias, Guarda Civil Municipal (GCM), Defesa Civil, Samu e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). O evento também contou com a presença de aviões da Força Aérea, bem como helicópteros e veículos blindados do Exército. Ao todo, 30 veículos militares e nove cavalos passaram pela avenida. Um dos 6 blindados que desfilaram foi batizado com o nome da cidade de Santos, em homenagem a José Bonifácio, o patriarca da Independência. Além disso, durante a tarde, aconteceu a parada naval na baía de Santos, que foi promovida pelo Comando do Grupamento de Patrulha Naval Sul-Sudeste e contou com embarcações da Marinha do Brasil e convidados. Passaram pela baía de Santos três navios e cinco embarcações, sendo dois navios de guerra, um aviso de patrulha e duas embarcações de casco rígido da Marinha. Também participaram da parada naval uma embarcação do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), uma embarcação da Polícia Militar (PM) e uma da Guarda Portuária. O comandante de Defesa Antiaérea do Exército, general de brigada Marcos José Martins Coelho, celebrou a retomada do desfile pós-pandemia e ressaltou a importância da união entre sociedade civil e militares. “Todos têm que entender que é um desfile cívico-militar, não militar exclusivamente. É um momento em que a gente pode externar nosso patriotismo, uma data mágica. Nós, militares, vibramos muito com esse momento e principalmente com a participação dos civis. Mostra que temos que estar sempre juntos”. EmocionanteO desfile emocionou alguns de seus aproximados 15 mil espectadores. A aposentada Francisca Teresa Martins, moradora da Ponta da Praia, classificou como maravilhosa a experiência de assistir à parada, e destacou a importância de se manter a tradição. “É importante (ter o desfile) para que as crianças tenham nos seus coraçõezinhos o civismo, que precisamos muito”, disse. O analista de projetos Marcos Galvez, que também vive nas proximidades, trouxe esposa e filha para a comemoração. “Desfile sensacional, pena que é só uma vez por ano, mas dá para ter uma noção da dimensão do orgulho de ser santista”, afirmou. Até mesmo moradores de outros municípios da Baixada Santista compareceram à Avenida Bartolomeu de Gusmão para prestigiar o desfile. É o caso do coordenador técnico Valmir Ferreira de Sousa, morador de Praia Grande. Para ele, a retomada do desfile desperta emoções. “Quando crianças, nós desfilamos também. Hoje, ver essa turminha desfilando é emocionante, uma maravilha”, disse. Ele, que também levou a família, relata que levou ao evento, pela primeira vez, seu filho, de 8 anos. “Eu queria mostrar para ele que também desfilamos quando pequenos e ensinar a honrar essa tradição maravilhosa que temos no nosso país”, conta.