[[legacy_image_300986]] A Prefeitura de Santos estendeu o curso de defesa pessoal feminina ‘Eu me Defendo’, criado em 2019, para mulheres com deficiências físicas, visuais e auditivas. A última edição do ocorreu neste sábado (30), na Arena Santos. "Nós ensinamos algumas técnicas básicas para que elas tenham a oportunidade de se proteger durante uma situação de agressão ou ameaça. O que fazemos é mostrar o que se pode fazer quando se tem o treinamento correto", explica o professor de caratê Fábio Abreu, da Secretaria Municipal de Esportes (Semes), que conduziu o encontro. "O objetivo é conscientizá-las da importância de praticar alguma arte marcial como forma de autodefesa". O profissional ensina na prática maneiras de as mulheres se protegerem dos ataques considerados mais comuns. As alunas interagem entre si, sempre com uma delas fazendo o papel do agressor, enquanto a outra fica na posição da vítima que tentará anular a investida. São utilizadas técnicas de caratê, mas também referências do muay thai, judô, jiu-jítsu e taekwondo. "Procurei fazer um mix de tudo". Armas naturaisSão abordadas técnicas evasivas, como saídas de diversos tipos de agarramento e imobilizações, de projeção ao solo e, ainda, as contundentes, com a utilização das armas naturais do corpo humano. A atividade é uma iniciativa das coordenadorias de Políticas para a Mulher (Comulher) e de Defesa de Políticas para Pessoa com Deficiência (Codep), ambas ligadas à Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos (Semulher). Roseli Madeira Fontes é cadeirante e participou da ação pela terceira vez. "Eu já faço capoeira, então é uma complementação", disse. "Espero nunca ter que usar, mas aprendizado nunca é demais". Já Kerolaine Barbosa tem deficiência auditiva e elogiou o curso: "Vim para aprender como a mulher pode se defender. Como posso ter segurança, porque podemos ser vítimas na rua, em casa, em qualquer lugar", comentou, com o auxílio da intérprete que integra o workshop. VulneráveisCoordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Santos, Cristiane Zamari explica que a atividade integrou o pacote de ações do Mês Oficial de Inclusão Social das Pessoas com Deficiência (setembro). "As mulheres deficientes são duplamente vulneráveis, conforme convenção da ONU (Organização das Nações Unidas). Queremos conscientizá-las de que elas também têm condições e habilidades para se defender".