[[legacy_image_276833]] Uma cidade que é abraçada pelo mar, promove, nesse final de semana, uma comunhão e um alerta para os oceanos. O Santos pelo Oceano, que acontece em sua quinta edição, e vai até este domingo (25), reúne diversas atividades ligadas ao meio ambiente, em especial a cultua oceânica, no fechamento das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e do Dia Mundial dos Oceanos, no último dia 8. A programação começa às 9 horas. O tal "escritório na praia" cantado pelo Charlie Brown Jr, foi devidamente “instalado” neste sábado (24) na Praia da Aparecida, em frente à Escolástica Rosa. E ali, exemplos de cuidados e conscientização deram o tom. [[legacy_image_276834]] “O que a gente tem buscado é envolver pessoas. Trazer a população para a solução, porque ela faz mais parte da solução do que do problema. Se estivermos unidos, conscientizados e sensibilizados, não há vento contra que mude isso”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório. Foram montadas mais de 20 tendas, com estandes de educação ambiental e produtos sustentáveis. Também foram realizadas ações esportivas, como passeios guiados de canoa havaiana, stand up paddle, além de partidas de polo aquático. Resíduos de microlixo na areia também foram coletados por 50 voluntários do Instituto Mar Azul (IMA) e da Ong Surf Limpeza. “É uma ação simbólica. Não queremos limpar a praia, nem temos essa pretensão. Mas essas ações, mesmo que pequenas, faz com que as pessoas enxerguem , questionem e despertem a preocupação ambiental, com mudança de atitude”, explica o diretor-presidente do IMA, Hailton Santos. “O comerciante percebe isso também, e muda os hábitos pelo exemplo. É o ensinamento mais antigo do mundo: pelo exemplo”, acrescenta o biólogo da Surf Limpeza, Vinícius Salgado. AulasAlgumas ações da Secretaria do meio Ambiente também foram apresentadas à população, como o Composta Santos, programa de incentivo à reciclagem de resíduos sólidos orgânicos. O casal paulistano Eduardo Gonzalez e Shirley Harter aproveitou a explicação do inspetor ambiental André Leandro Silva Nascimento e levou uma amostra de extrato da compostagem. “A conscientização é importante, sobretudo pela vida em sociedade. Quando você assume esse tipo de preocupação, é um ganho pra sociedade como um todo. E sente que está fazendo algo pelo menos para que o mundo fique um pouco menos pior”, diz Gonzalez, que mora na Vila Mariana, na Capital. Próximo dali, em um palco montado no centro do espaço do Santos Oceano, a ordem era levar a conscientização ambiental por meio da arte, com apresentações de música e dança. Para a diretora do Colégio Renovação, Ana Paula Alves, cujos alunos do segundo ano fizeram um número, o respeito ao meio ambiente deve vir cedo. “As crianças são agente multiplicadores. Eles foram ao Aquário Municipal, assistiram à palestra, e finalizaram com essa apresentação. Fora que é multidisciplinar, envolve Matemática, Ciências e Literatura, por exemplo,”, frisa. Ser humanoEntre os estandes, um pertencia ao Instituto Gremar, que se especializou no resgate e cuidados com animais marinhos que sofrem com a ação predatória do ser humano, ingerindo todo tipo de itens. Para a bióloga Ana Matina Fernandes, o trabalho perde sentido quando quem deveria zelar pela vida marinha não o faz, levando animais a situações de sofrimento, como uma corda encontrada dentro de uma tartaruga. “A Pérola foi resgatada, conseguimos recupera-la e devolver à natureza. Mas entendemos que não adianta resgatar, tentar salvar a vida desses animais, se a população não ajuda, evitando lixo irregular, por exemplo. Tem muita coisa que cada um pode fazer”.