[[legacy_image_270354]] O cruzamento das ruas Espírito Santo e Almirante Barroso, no bairro Campo Grande, em Santos, virou motivo de apreensão para moradores e comerciantes. O motivo é o grande número de acidentes, em qualquer hora do dia. A cada barulho de freada, um susto. O medo é constante. Em menos de uma semana, foram dois acidentes. No último sábado (20), um carro chegou a tombar. Já na noite desta quinta-feira (25), outra batida, envolvendo um carro e uma moto deixou um ferido. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com a Prefeitura, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atender o acidente entre um carro e uma moto na noite de quinta-feira (25), no cruzamento. Um homem foi levado ao pronto-socorro. Mas quem mora ali, sabe que não é suficiente. Moradora da Rua Espírito Santo há mais de 40 anos, Maria Tereza de Melo afirma que o cruzamento está “muito perigoso”. De acordo com a ela, nos últimos anos a frequência de acidentes aumentou no trecho. A insegurança, conta Maria Tereza, é até mesmo para pedestres, que podem ser vítimas dessas batidas. “Ali tem uma placa de PARE, mas o povo não para. Mesmo no momento do último acidente o povo não parava, isso com um homem no chão esperando o Samu. Acho que falta atenção da Prefeitura e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)”, diz. Relato semelhante é da comerciante Mariza Jardon Acuna, que tem um estabelecimento próximo ao cruzamento e acredita que o trecho é uma "tragédia anunciada". “O pessoal não costuma respeitar a via preferencial e o trecho (da Almirante Barroso) é de duas mãos, o que acaba atrapalhando bastante. Frequentemente tem acidentes nesse local. Acho que faltam atenção e medidas preventivas para ajudar”. Para Mariza, uma rotatória ajudaria, assim como tirar a mão dupla daquele pedaço da Rua Almirante Barroso. "Ajudaria muito, porque vai chegar uma hora que vai acontecer um acidente fatal. Me espantei quando vim para cá pela quantidade de acidentes. Não adianta esperar o pior para tomar alguma medida”, afirma. A comerciante conta que falta um olhar do poder público para solucionar o problema do cruzamento. As críticas são reforçadas pelo aposentado José Roberto Morgado, de 71 anos, que mora na Rua Espírito Santo há mais de 20 anos e diz ter visto “vários acidentes” no trecho.“É desatenção e falta de sinalização. Isso já vem de tempos, mas só quando morrer alguém vão fazer alguma coisa. Já vi muitas pessoas ensanguentadas. Precisaria ter um semáforo ou uma lombada próxima, bem sinalizada”, comenta Prefeitura respondeA Prefeitura de Santos afirma que há sinalização adequada no local. "Na Rua Almirante Barroso, na aproximação do cruzamento com a Rua Espírito Santo (preferencial), há sinalização com placa e legenda PARE, que, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), determina a parada obrigatória antes da transposição da via". A Prefeitura também disse que há "uma canalização (estreitamento de pista)", que força a redução da velocidade. “Ainda assim, a CET-Santos continuará monitorando o local, visando avaliar a implantação de novo modelo de sinalização”, concluiu a Administração Municipal, sem explica qual modelo seria esse.