Informações foram prestadas pela manhã no CCO da Prefeitura (Alexsander Ferraz/AT) Santos registrou queda em indicadores criminais, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública apresentados nesta terça-feira (10), no Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura, no Centro. Na comparação entre 2024 e 2025, o número de homicídios caiu de 19 para 11, uma redução de 42,11%. Novamente, não houve latrocínios. Os crimes contra o patrimônio também caíram. Os roubos de veículos passaram de 140 para 127 (-9,29%), enquanto os furtos de veículos diminuíram de 1.180 para 954 (-19%). Os roubos de carga caíram de 30 para 22 (-27%), e os roubos em geral, de 1.701 para 1.487 (-12,6%). Entre os furtos em geral, a redução foi menor: de 5.657 para 5.593 casos (-1,13%). Os feminicídios passaram de três para dois (-33,33%). Também neste ano Os indicadores também apontam redução quando comparados os meses de janeiro do ano passado e janeiro deste ano. No período, os homicídios caíram de dois para nenhum. Mais uma vez, não houve latrocínios. A quantidade de roubos de veículos caiu de 13 para sete (-46,15%), e os furtos de veículos passaram de 94 para 67 (-28,7%). Os roubos em geral diminuíram de 155 para 95 (-38,71%). Os furtos em geral, de 490 para 481 (-1,84%). Nakaharada: planos conjuntos; Brito: denunciar e registrar; Barazal: há um círculo vicioso (Alexsander Ferraz/AT) Forças integradas Participaram da apresentação o secretário municipal de Segurança, Flávio de Brito Junior, o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar do Interior (6º BPM/I), tenente-coronel Fábio Nakaharada, o delegado seccional de Santos, Rubens Barazal, e o subcomandante da Guarda Civil Municipal, Antônio Carlos Silva. Para eles, a queda dos números é explicada pelo trabalho integrado entre órgãos de segurança. Segundo Nakaharada, são feitas ações planejadas a partir de reuniões periódicas de análise da criminalidade, nas quais policiais militares e coordenadores da Guarda Municipal estudam os registros de ocorrências e definem estratégias de patrulhamento. Brito ressalta, ainda, a importância da participação da população para a prevenção de crimes, pois parte das investigações aponta que não havia registros anteriores de denúncia nem de chamados. De acordo com Barazal, o grande desafio para a segurança pública é a pressão para que a legislação seja alterada. “O furto é considerado um crime de menor potencial ofensivo. Você não pode pedir uma prisão temporária ou preventiva (neste caso, até o julgamento). Se o indivíduo for preso em flagrante, ele é convidado à delegacia, e no dia seguinte, de manhã, ele é apresentado na audiência de custódia, onde é posto em liberdade, e acaba se criando um círculo vicioso”, diz.