[[legacy_image_10278]] Está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos a criança de 7 anos que caiu sob um elevador de acessibilidade da Unidade Municipal de Educação (UME) Pedro II, na Ponta da Praia, na última terça-feira (30). O aluno, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), é cadeirante. Estava acompanhado da professora mediadora no momento da queda. Ele teve um braço fraturado e traumatismo crânio encefálico. Em estado grave, já respirava sem aparelhos e aguardava tomografia ontem. Equipes de neurocirurgia e ortopedia o acompanham. A professora não caiu junto, mas torceu os tornozelos ao tentar ajudar. Em choque, foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central e liberada após as 23 horas. Segundo a prefeitura, até ontem à tarde, ela estava abalada, e a secretária de Educação, Cristina Barletta, não tinha conseguido falar com a educadora. O equipamento – que não é um elevador comum, mas uma plataforma elevatória hidráulica para cadeirantes – tinha laudo de manutenção em dia. A última vistoria foi feita em 2 de abril pela Sanisa, empresa que atende a Prefeitura desde 2016. Conforme Secretaria de Educação, dos 20 equipamentos de elevação, dois são plataformas elevatórias; há, ainda, 16 elevadores em outras UMEs e dois em prédios administrativos. Todos são vistoriados pela empresa, que, segundo Cristina Barletta, nunca deu problemas. Relato Santo Medeiro Batista Neto, empresário responsável pelo equipamento, disse não ter dormido e que continua abalado com o acidente. Ele afirmou que tentava contato com a família para oferecer ajuda. “Cheguei antes do resgate e só vi a plataforma nivelada, no chão, com o som do choro da criança embaixo. De imediato, suspendia plataforma e, acalmando-o, aguardamos o resgate chegar, o que não levou nem cinco minutos”, explicou. Segundo ele, a altura entre o térreo e o primeiro andar, onde há salas de aula, é de, em média, três metros. Mas, como não se sabe o que aconteceu, não é possível definir de qual altura a criança caiu. Como ainda se verifica se houve pane ou falha humana, mais informações serão possíveis após um laudo técnico da empresa, que deverá ser feito nesta quinta-feira (2), em conjunto com a Prefeitura e a Polícia Científica. Mas não há data para divulgação do documento. Ainda nesta quinta, a escola teria aula em horário reduzido por causa de uma reunião pedagógica. A agenda está mantida, e os alunos que entram às 7 horas sairão às 9, e, à tarde o horário é das 13 às 15 horas. Aguardar Segundo Cristina Barletta, neste momento, além da atenção à família, não há muito o que fazer. “Eu estive aqui no dia até as 22 horas. Hoje (quarta-feira), estou aqui embaixo, na Santa Casa falando com a mãe pelo celular porque não posso subir à UTI e estamos prestando solidariedade. Agora, é aguardar em oração para que o caso do aluno continue evoluindo bem”, declarou a secretária.