[[legacy_image_15731]] Um problema que já era crônico em Santos se tornou ainda pior com a pandemia do novo coronavírus: as pessoas em situação de rua. Sobrevivendo em condições precárias, esta população se expõe ainda mais ao risco de contrair ou transmitir a doença, diante da falta de um teto e de alimentação e condições sanitárias adequadas. Com o fechamento do jardim da praia, em razão das medidas de distanciamento social, muitas pessoas em situação de rua migraram da orla para os bairros próximos. E, durante o dia ou à noite, usam as marquises de lojas comerciais para se abrigar, improvisando um espaço para dormir. Com menos gente circulando nas ruas e a maioria de restaurantes e bares fechados por conta da quarentena, também diminuiu a possibilidade desses moradores conseguirem dinheiro ou pedirem comida para deixar o dia menos indigesto e sofrido. Prefeitura responde Diante do preocupante panorama, a Prefeitura de Santos garantiu, em nota enviada para A Tribuna, que a Secretaria de Desenvolvimento Social “vem intensificando o trabalho voltado a pessoas em situação de rua do Município”. Desde a interdição do calçadão da orla, as equipes da Guarda Civil abordam diariamente essas pessoas. Usando equipamentos de proteção, os guardas aferem a temperatura do morador e acionam o Samu se ele apresentar sintomas da covid-19 . A Cidade, diz a nota, “conta com quatro serviços de acolhimento (incluindo conveniados) e com um abrigo voltado a calamidade e emergência, com 50 vagas destinadas a essa população, com três baias para cães”. A Prefeitura informou que esses locais dispõem de 234 vagas às pessoas em situação de rua. A ocupação ficaria entre 65% e 75%. As chamadas Equipes de Abordagem da Secretaria de Desenvolvimento Social fazem o trabalho de convencimento com as pessoas nas ruas para posterior encaminhamento a uma das unidades. A Prefeitura lembrou, no entanto, que a pessoa tem que aceitar o acolhimento, não podendo ser forçada a sair da rua. Os munícipes podem acionar as equipes através do telefone 0800-177766, que “atenderão as demandas consideradas prioritárias, de acordo com critério técnico, e também realizarão orientações ao público-alvo”. Tudo isso para prevenção à covid-19.