[[legacy_image_277821]] A Santos, tão amada pelo diretor artístico e ator Tanah Corrêa, se despede de seu filho adotivo nesta quinta-feira (29). Um cortejo por alguns pontos da Cidade, sendo saudado por admiradores e fãs, marcou o adeus. (Veja o vídeo mais abaixo) O corpo de Tanah, que deixou o Teatro Rosinha Mastrângelo por volta das 14 horas, foi velado durante a noite de quarta (28) e prosseguiu na parte da manhã. A passagem em frente à quadra da X-9, no bairro do Macuco, foi marcada pela emoção dos xisonoveanos da velha Guarda e a reverência a um dos seus. O samba também se fez presente, cantado e aplaudido por quem estava no local. O trajeto do cortejo incluiria ainda os teatros Guarany e Coliseu, a orla da praia (em frente ao Escolástica rosa e a rua Ricardo Pinto), assim como a Cadeia Velha e a Prefeitura Municipal. Na sequência, haverá a cremação, em cerimônia restrita a familiares e amigos. “Ensinou muita gente dentro da X-9. Um cara que sempre tratou todo mundo da Bacia do Macuco muito bem. Tanah era “sem palavras”, mas com muitas delas a dizer. Deixa um legado muito bom para o teatro, para a cultura, para o Carnaval”, afirma o diretor da escola Miguel Carvalho, o Miguelzinho. Um dos filhos de Tanah Corrêa, o ator Alexandre Borges, também lembrou do amor do pai pelo Carnaval. Porém, frisou que o diretor teatral era uma soma de predicados. “O legado é o que a gente carrega de forma muito individual. Quem lê essa matéria, e está acompanhando todas essas saudações e homenagens, vê isso na própria carne, na criação. Muitas pessoas vieram me falar da importância do Tanah no desenvolvimento artístico deles, da pessoa, nos pensamentos, em áreas diversas”, frisa. Teatro na veia Pedro Norato, diretor do Tescom e do Festival de Cenas Teatrais (Fescete), enalteceu a figura presente de Tanah Corrêa nos palcos e plateias, apoiando cada iniciativa. “Sempre foi um grande amigo, incentivador da cultura em geral, com as encenações que ele abarcava... e ele sempre procurava envolver todos os grupos de teatro da cidade. A ligação dele co ma Tescom sempre foi de muito carinho. Sempre foi uma pessoa que impulsionava bastante a gente. Ele sempre admirou o nosso trabalho, como a gente admirou o dele. Ele botava a gente no alto, em energia. Ele sempre gostava de estar ali, com seu copo de café gelado, fumando seu cigarrinho, aplaudindo e sendo aplaudido por todos nós”, argumenta.