[[legacy_image_26533]] Impedida de retornar à Itália, a advogada santista Aline Ilacqua, de 25 anos, segue no Brasil. Ela mora em Castagneto Carducci, no litoral da Toscana, e não consegue voltar para a Europa porque a Itália está com fronteiras fechadas. “Minha volta estava programada para a primeira semana de abril, porém, tive que adiar o meu retorno. A princípio, irei voltar no final do mês que vem, se estiver um pouco melhor a situação”, contou ela. Ela veio para o Brasil visitar familiares, com o marido. Os dois moram com a mãe dela e a irmã, na Itália, mas as duas ficaram no país europeu. Agora, está todo mundo preso. “Fecharam todos os estabelecimentos da cidade em que moro e da Itália em geral. Minha mãe e minha irmã estão em casa sem poder sair, somente para ir ao mercado ou à farmácia, em casos extremos”, disse a advogada. Além de toda a problemática do coronavírus, Aline conta que os trabalhadores, inclusive ela, estão preocupados com seus empregos. “A preocupação maior é que as pessoas estão sem trabalho e sem receber os seus salários. E o medo geral é como irão fazer para pagar aluguéis, fazer compras, por isso está tudo bem complicado”, disse. O prejuízo dela tem sido enorme. Além da passagem, ela continua pagando as contas da Itália e se mantendo em Santos. O dinheiro que era para ser direcionado para outras coisas acabou tendo que ser gasto com despesas não planejadas, como ficar mais tempo no Brasil e bancar sua vida na Itália. “Sendo que não estou recebendo por não poder voltar ao trabalho, pois a maioria dos salários na Itália são pagos por hora, como é meu caso. E se não trabalho eu não ganho”, afirma ela, que reforça o maior problema de todos: “o pior prejuízo na verdade está sendo eu não poder voltar para minha casa e para minha vida”.