[[legacy_image_275495]] A santista Esther Morais Monteiro Agria, que mora no Morro Nova Cintra, tem 5 anos, mas luta com uma garra de gente grande. Ela trata de um câncer desde o ano passado e, agora, está internada desde sexta-feira (16) pela terceira vez na oncologia pediátrica da Santa Casa de Santos em razão do aparecimento de uma bactéria, descoberta no último sábado (17). Além de tomar antibióticos, também recebe sangue, fazendo com que necessite de doadores. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "A Esther é uma menina doce, que tinha muita disposição para brincar e se divertir. Educada, meiga, uma mocinha, uma princesinha. Das minhas netas, ela é a mais delicada. E é a caçula também. Inteligente e responsável que, de repente, se transformou em uma pessoa triste, com falas e pensamentos de adulto. A doença a transformou", conta Selma de Almeida Morais, avó materna de Esther. São 15 netos, sendo dez homens - um deles é Victor, de 15 anos, irmão da menina - e cinco mulheres, além de oito bisnetos. A história de Esther começa em setembro de 2022, quando foi diagnosticado em poucos dias o meduloblastoma, já presente no corpo de Esther desde um mês antes. Trata-se de um tumor invasivo do sistema nervoso central e de crescimento rápido que se desenvolve na fossa posterior (que contém o tronco encefálico e cerebelo). Ele acomete crianças, geralmente meninos, até 5 anos e idosos acima de 60. "Quando apresentou o problema, ela perdeu em um dia os movimentos finos do pé direito e, depois, da mão direita. Minha filha (Luana Cristina Morais Agria) levou a Esther até a Santa Casa, onde foi feita uma tomografia, na qual diagnosticou-se o tumor. Ele tinha 4 centímetros e houve uma retirada de 7 centímetros, para um espaço de conforto por parte dos médicos", conta a avó. Antes de a imunidade baixar muito, Esther chegou a fazer fisioterapia com o intuito de reverter a perda dos movimentos. "Ela anda, mas a perna falha um pouquinho a perna. Já a mãozinha funciona bem: segura muitas coisas, movimenta e escreve", detalha Selma. Sem necessidade inicial de internação, a menina passou por várias etapas de tratamento contra o câncer: sessões de radioterapia - o término foi em 2 de março -, pela quimioterapia branca, perdeu os cabelos e, agora, entrou no ciclo da quimio laranja, que acabou afetando a produção de glóbulos vermelhos e brancos. "A bactéria acabou aparecendo em razão da imunidade baixa", completa a avó. A família está no aguardo dos resultados que vão permitir saber de qual bactéria se trata e, dependendo de qual seja, a necessidade de isolamento, apenas com a presença da mãe. O pai, Erick, também acompanha de perto o tratamento. [[legacy_image_275496]] Como ajudar Quem quiser doar sangue em nome de Esther Morais Monteiro Agria é só se dirigir ao Banco de Sangue da Santa Casa, que fica no próprio hospital, na Avenida Dr. Cláudio Luiz da Costa, 50, no Jabaquara. O espaço funciona de segunda a sexta, das 7 às 16 horas, e aos sábados, das 7 às 11 horas, exceto nos feriados. As doações também podem ser agendadas pelo telefone (13) 3202-0600, ramal 1414. Para doar sangue, devem-se cumprir estes requisitos: bom estado de saúde; estar descansado (ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (aguardar duas horas após o almoço e uma hora após o lanche, evitando-se alimentos gordurosos); ter entre 18 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos. Menores (16 e 17 anos) podem fazê-lo acompanhados do responsável legal. "Trabalhei na área da saúde por 35 anos. E é um alerta para os pais, que devem ter um olhar mais atento aos filhos, e mesmo para os pediatras. É necessário que as crianças façam um check-up anual, incluindo exames de tomografia e ressonância, para ver o desenvolvimento cerebral", recomenda Selma. "Como a oncologista dela falou, a Esther foi 'sorteada' e 'ganhou' o tumor. Agora, pedimos socorro às pessoas, pois ela precisa de sangue. Precisa estabilizar a imunidade dela para poder vencer o câncer", emenda.