[[legacy_image_13866]] Os funcionários dos Correios decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado em todo o país. A partir desta quinta-feira (12), entregas de encomendas e correspondências devem ficar prejudicadas. Mas nem pense em empurrar o pagamento de boletos por conta disso, avisam os especialistas. A paralisação ainda não tem forte adesão na Baixada Santista. Cerca de 15% dos funcionários participam do movimento, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect) da região. O maior número de trabalhadores parados está em Itanhaém, Mongaguá e, principalmente, Peruíbe. A expectativa é de que haja adesão maior nesta quinta. “O setor de distribuição é o que mais aderiu à greve. A partir desta quinta-feira, entregas de cartas, boletos e encomendas devem ficar prejudicadas”, diz o presidente do Sintect na região, José Antônio da Conceição. Segundo ele, a greve foi deflagrada porque a empresa não negociou as reivindicações da categoria. Já a estatal diz ter colocado em prática um plano para minimizar os impactos à população e pediu dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, na esperança de que o Poder Judiciário resolva o assunto. O que fazer A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que o consumidor deve procurar as concessionárias ou empresas emissoras das faturas para verificar outras formas de pagamento, caso as contas não cheguem. O coordenador do Procon, em Santos, Rafael Quaresma, acrescenta que o consumidor deve ficar atento para não perder as datas de pagamento. “A greve não exime o consumidor de arcar com suas obrigações e nem o isenta do pagamento de multa se o fizer depois do vencimento”.