[[legacy_image_12729]] O Procon Santos recebeu 42 queixas em menos de um mês por consumidores que, por conta da pandemia do coronavírus, buscam o adiamento, reagendamento ou cancelamento de viagens marcadas para os próximos meses, seja para destinos nacionais ou internacionais. Segundo o coordenador do órgão, Rafael Quaresma, as reclamações são devido à cobrança de multa em casos de remarcações ou a não devolução completa do dinheiro nas situações em que o cliente quer desistir de viajar, práticas consideradas abusivas. “Estamos aconselhando a remarcação das viagens o quanto antes e sem custo. É uma questão de bom senso. O consumidor é a parte mais frágil da relação e busca a preservação da vida, enquanto que o interesse do fornecedor é econômico. A cota de sacrifício do consumidor é remarcar, e não cancelar e pedir o dinheiro de volta. Mas a do fornecedor será a de arcar com possíveis custos disso”, afirma Quaresma. As queixas começaram a ser registradas no dia 27 de fevereiro. Até esta terça-feira (16), 19 dias depois, a média tem sido de duas reclamações por dia. “É um número grande, se considerarmos que é especificamente no contexto do coronavírus. São viagens aéreas, de navio, de vários tipos. Multa é apenas em condições normais. No cenário de coronavírus, reagendamento é sem custo. Se o fornecedor insistir, será pior, porque o cliente poderá querer cancelar e pedir todo o dinheiro de volta, e com razão”.