[[legacy_image_300276]] Mel e Bóris, dois goldens retrievers de Santos, têm ganhado os corações de muitas pessoas por onde passam. Isso porque os ‘irmãos’, são cães terapeutas e fazem parte de trabalhos de humanização em hospitais, asilos e instituições de atendimento na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo seus tutores, o portuário Diogo Amparo e a autônoma Camila Santana, ambos de 39 anos, a história de amor com os pets se iniciou em 2016. A mulher conta que nunca teve uma experiência com cachorro, pois sua família não curtia muito a ideia, entretanto, em 2016, após ficar um período com o labrador do seu primo, uma ‘chaminha pet’ nasceu em seu coração. “Eu não consegui ficar um mês sem (cachorro)”, conta. E foi assim que Mel chegou em suas vidas, mas ainda faltava algo, um companheiro. Foi quando Boris foi adotado, um ano depois, em fevereiro de 2017. “Ele chegou para somar”, diz a autônoma. Mas a duplinha começou seus trabalhos em 2018, quando um homem paraplégico, que acompanhava o perfil de Boris em uma rede social, pediu para conhecê-lo. “Eu ainda disse, ‘ele tem uma irmã, podemos levar junto?’, e ele topou”, conta. Chegando lá, Mel e Boris trocaram carinhos com o homem, que também tinha uma irmã com deficiência. “Ali eu senti o carinho e essa troca de energia que faz bem”, relembra. Dali em diante, os trabalhos prosseguiram, sendo paralisados apenas pelo período da pandemia do covid-19. Mas entre 2021 e 2022, eles retornaram com tudo. Atualmente, eles visitam de 8 a 12 locais mensalmente, como hospitais e casas de repouso. [[legacy_image_300277]] MarcanteE entre as paredes dos hospitais, muitas histórias marcantes acontecem, mas Camila destaca uma delas, a de um senhor, que estava internado há muito tempo e que, segundo a família, já não sorria mais, até que a dupla chegou para visitá-lo. “Ele estava acamado, com a filha como acompanhante. Quando chegamos, ele pediu para ‘levantar a cama’ e deu risada. Quando ele levantou, começou a brincar com a Mel e dizer coisas do tipo ‘como é bom’, ‘isso mudou meu dia’”, relembra a autônoma. No dia seguinte, a filha entrou em contato com os tutores para agradecer o momento que os animais proporcionam ao seu pai, que estava nos últimos momentos de vida. [[legacy_image_300278]] E os tutores exalam orgulho ao falar de Mel e Boris; “Para gente é só gratidão. Costumo falar que o mundo está tão difícil e as pessoas tão carentes, então por que não compartilhar esse amor que eles dão para gente com o próximo? É de graça”. Outro caso, é de uma mulher que estava limpando a Orla da Praia e disse que só vê-los, sentia-se melhor. “Ela dizia que só de olhar para eles sentia felicidade”. VivendoCamila destaca que, apesar dos filhos de quatro patas serem voluntários, ela e o marido fazem questão que eles sejam cachorros e vivam como tais. “Tem o trabalho voluntário, mas também tem os rolês e a vida de bagunça deles”. E mesmo sendo ‘irmãos de outra ninhada’ , a dupla tem uma baita sincronia. “Eles levantam juntos, viram a cabeça juntos, fazem as necessidades juntos… Não vivem desgrudados”. Apesar disso, cada um tem sua personalidade. Um exemplo é que Mel é apaixonada pelo mar, já Boris gosta de ficar embaixo do guarda-sol na areia. “Eu não conseguiria ficar sem eles jamais. É uma companhia e tanto. Você não se sente mais sozinha”, finaliza. [[legacy_image_300279]]