[[legacy_image_319120]] Moradores da Avenida Pinheiro Machado e arredores tiveram que passar a madrugada desta quinta-feira (7) sem energia elétrica. Isso porque, após a confusão gerada na Vila Belmiro depois do rebaixamento do Santos, veículos e ônibus municipais foram incendiados e o fogo acabou atingindo a rede elétrica. Conforme a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Piratininga, as equipes tentam reestabelecer a energia nos locais. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Foi apavorante. Parecia um campo de guerra e o cenário permanece o mesmo hoje de manhã”, relata a aposentada Tania Almeida, de 59 anos, que reside em frente de onde tudo aconteceu. Ela conta que viu um clarão pela janela e, quando saiu para verificar, se deparou com um ônibus municipal pegando fogo. [[legacy_image_319121]] Minutos depois, Tânia relata que ficou sem energia em casa, após as chamas atingirem um dos fios de alta tensão e ser cortado. “Isso foi por volta da meia noite. Moro com meus pais de 80 e 83 anos e passamos a madrugada inteira com medo e nesse calor. Estou até agora sem dormir”, conta. Apesar de tudo, a aposentada fala que não sofreu nenhum dano grande em sua residência, somente teve o numeral e uma placa de não estacione queimados. A CPFL Piratininga informou, por meio de nota, que a ocorrência atingiu um trecho da sua rede de distribuição na Avenida Pinheiro Machado, em Santos, causando interrupção de energia para clientes. A empresa relata que ainda durante a madrugada, equipes da companhia apoiaram o Corpo de Bombeiros no local. A companhia ainda esclarece que os trabalhos estão sendo retomados nesta manhã de quinta-feira (7), para os reparos necessários nas estruturas afetadas e que o fornecimento de energia será restabelecido em segurança e no menor tempo possível. Após testemunhar uma noite de terror, Tania revela que essa é a primeira vez que vê algo assim acontecer e opina. “Estão acabando com o futebol. Também sou torcedora do Santos, mas futebol é só um jogo. Não dá pra entender como uma pessoa faz um negócio desses e coloca a vida de outras pessoas em risco. É inadmissível”, reflete. [[legacy_image_319122]] Cenário de guerraApós o rebaixamento do Santos no Campeonato Brasileiro de 2023, ônibus, carros e até uma ambulância foram incendiados próximos à Vila Belmiro. Na Avenida Bernardino de Campos, no Canal 2, barricadas impediam a passagem de veículos. A reação da torcida foi imediata logo após o fim da partida. Depois da derrota em campo, bombas de efeito moral foram ouvidas nas ruas da Vila Belmiro na tentativa de conter a violência de alguns torcedores. De acordo com o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, seis ônibus municipais, uma ambulância e outros seis carros foram incendiados. Não houve registro de feridos. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas dos veículos e de cestos de lixo, enquanto o Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) percorreu ruas e avenidas entre os Canais 1 e 2 para conter os manifestantes. Até mesmo o helicóptero Águia foi usado para identificar os vândalos. Enquanto isso, ao redor da Vila Belmiro o cenário do pós-jogo foi de destruição. As grades de contenção usadas para separar os torcedores foram derrubadas e amontoadas aos pés do Estádio Urbano Caldeira. Cestos de lixo foram depredados e muitos cacos de vidro e pedras podem ser vistos no chão. Devido à confusão pelas ruas de Santos, a delegação do Fortaleza começou a entrar no ônibus para deixar a cidade por volta da 1h30. Os jogadores do Santos deixaram o estádio por volta da 1h45.