[[legacy_image_241832]] Prédios com ângulos retos, com projetos semelhantes e uma preocupação com o bem-estar de quem vai morar nos apartamentos. Se lá pelos anos 50 Santos foi contemplada com uma série de edifícios com desenhos curvados e uma preocupação com a estética diferenciada, hoje a importância está em oferecer conforto a quem vai viver nos condomínios. Mais do que chamar a atenção de quem passa pela rua. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para a professora e arquiteta Fabiola Marialva Gilio, do Campus Unimonte da Universidade São Judas, o centro da questão arquitetônica está no que as construções irão oferecer aos moradores. “Santos passa por três fases: colonial, estilo organicista eclético, quando a ocupação passou a ser mais rodoviária do que ferroviária e, hoje, a contemporânea. O que temos agora são diversos gostos e propostas, várias formas e tudo isso tem relação com a sociedade contemporânea. Hoje, tudo está mais tecnológico e, com essa preocupação interna nas edificações, temos uma predominância do ângulo reto”. Fabiola aponta também a redução nos tamanhos dos apartamentos como uma resposta à sociedade, que, muitas vezes, não prioriza mais a propriedade, preferindo o aluguel. “Temos a arquitetura com viés de sustentabilidade, com reaproveitamento de água e luz, conforto e espaços de lazer. Está sendo pensada uma arquitetura pelo bem-estar urbano”. Criando raízesDesde 17 de dezembro de 2022, o tatuador Diego Martins Nogueira é um morador de Santos e, embora a Cidade não lhe seja estranha, é a primeira vez que reside no Município. Um pouco pela vontade e outro tanto pelas facilidades que passou a encontrar na vida profissional. Com um estúdio montado no apartamento onde mora na Ponta da Praia, ele consegue receber clientes e ainda aproveitar a área. Nascido em Santo André, São Paulo, Nogueira morou em Mongaguá e Praia Grande até seguir para São Paulo, onde residiu por 15 anos. Há três, regressou para o litoral, em Praia Grande e, em dezembro, mudou-se para Santos. Aos 39 anos, encontrou seu lugar. “A Cidade é segura e gosto de ter uma mescla de praia e urbanidade no mesmo local. Ainda acho a gastronomia em Santos muito bacana”. O tatuador toma como base o número de idosos que moram na Cidade e esbanjam vitalidade. “Isso me motiva a cuidar de mim a cada dia. E, claro, para a minha ocupação, é muito melhor Santos, pois, das cidades da Baixada, é a que tem mais moradores fixos”. Agora, a ideia é “criar raízes” em Santos. Há pouco mais de um mês na Cidade, Nogueira não pretende ir embora. “Quero ficar na Cidade e me sentir parte dela. Encontrei, de fato, um lugar para viver definitivamente”.