O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) acolheu pedido e analisará o tombamento da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, do complexo cultural e das áreas adjacentes, no Castelo, na Zona Noroeste. A solicitação foi feita em junho pela Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess) para garantir que os desfiles continuem sendo realizados no local. O pedido foi avaliado na quinta-feira (16), durante reunião no Paço Municipal. Segundo a Prefeitura, o Condepasa leu a solicitação. Técnicos avaliarão o material, elaborarão relatórios, farão reuniões e, depois, decidirão pela abertura ou não do processo de tombamento. A Administração explica que, caso o processo seja aberto, haverá coleta de informações, pesquisas e audiência pública. Somente depois dessas etapas será decidido se o pedido de tombamento será efetivamente levado adiante. De forma paralela à análise do processo, a Administração mantém os preparativos para os desfiles de Carnaval, confirmados para os dias 29 e 30 de janeiro próximos. Importância Como noticiado por A Tribuna na quarta-feira (15), o presidente da Licess, Fábio Przygoda, afirmou que o objetivo é preservar as vocações histórica e cultural do conjunto. “Trata-se de um espaço que faz parte da história do Carnaval santista e da própria memória cultural da Cidade, reunindo há décadas escolas de samba, comunidades, artistas e milhares de pessoas em torno de uma das manifestações populares mais tradicionais de Santos.” Para Przygoda, Santos não dispõe de outro espaço com dimensões e estrutura capazes de receber o Carnaval.