[[legacy_image_161003]] O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) rejeitou, na manhã desta quinta-feira (17), o pedido de tombamento do ginásio, das piscinas e das quadras de saibro do Clube Atlético Santista, na Encruzilhada. Quem passa pelo local observa que o espaço está abandonado há meses. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A decisão encerra a análise do pleito, protocolado no órgão, em outubro de 2011, por um grupo de arquitetos da Cidade. A solicitação se baseou o trabalho final de graduação de uma estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Cecília (Unisanta). A reunião desta quinta-feira (17) durou cerca de quatro horas (uma hora e meia a mais do que de costume). Segundo o presidente do Condepasa, Marcio Nacif, mais da metade do tempo foi dedicada a esse item. “A discussão transcorreu de forma tranquila entre os conselheiros titulares, com a apresentação de pontos favoráveis e contrários ao pedido. Os debates foram muito esclarecedores e com argumentos consistentes”, destacou. O presidente do conselho justificou que um dos motivos que atrapalharam a análise desse e de outros pedidos de tombamento que estão na fila é a falta de técnicos no órgão: só há três. “As pessoas acham que o conselho apenas analisa esse tipo de demanda, mas ele também aprecia todos os processos de reforma e de restauro dos imóveis que estão áreas de proteção cultural. São muitas questões burocráticas e administrativas da Prefeitura, além dos pedidos apresentados pelo Ministério Público”, disse. Nacif também destacou que a análise técnica desses processos deve ser feita de forma persistente e minuciosa, sob pena de induzir os conselheiros a erro na hora de tomar a decisão sobre o tombamento de um imóvel, por exemplo. Fim da esperaPresidente do clube desde maio do ano passado, Alexsandro Pinto Povelaites tomou ciência do posicionamento do conselho por meio de A Tribuna. “Estávamos aguardando essa decisão há muito tempo. A vida do Atlético Santista parou por dez anos”, desabafou. O dirigente explicou que aguardará a publicação da ata dessa reunião, o que deve ocorrer nos próximos dias, para chamar uma assembleia com os 125 sócios a fim de discutir o futuro da instituição, que foi fundada em 7 de setembro de 1913. Somente após essa etapa, ele estará autorizado a detalhar os planos para o futuro do clube, que está sem atividades há dois anos. Uma das ideias é ter uma nova sede para ajudar no processo de reconstruir a agremiação.