[[legacy_image_280563]] Em meio aos corredores agitados da Escola Estadual Olga Cury, em Santos, oito estudantes do Ensino Médio se uniram para perseguir um sonho: participar da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog). Após avançarem pelas etapas da competição, o grupo está credenciado à finalíssima, que será disputada de 7 a 10 de agosto em Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro. Porém, há um empecilho: para conseguirem participar, estimam ser necessário arrecadar R\$ 18 mil. Determinada em ‘alcançar as estrelas’, a equipe Os Lunáticos de Urano criou uma vaquinha on-line para conseguir o valor, além de vender doces, sabonetes e velas artesanais, feitas pelos próprios estudantes nas aulas de Ciências. Isabele Brito, uma das integrantes do grupo, ressalta a importância do evento para ingressar em uma faculdade pública. Com apenas 18 anos, e no terceiro ano do Ensino Médio, ela vê o projeto como uma oportunidade para ampliar suas perspectivas de futuro. “É um projeto bem grande, mas compensa muito, porque pode mudar muito nossas vidas. É muito bom se ocupar com algo que vai ajudar a gente entrar na faculdade”. [[legacy_image_280564]] O projetoA professora de Química da escola estadual, Evelise Nascimento, mentora dos jovens, destaca o objetivo da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog). “Eles têm que fazer os testes, fazer cálculos, verificar a precisão do foguete e da base, pois essa competição é focada na distância, ou seja, quanto mais longe o foguete for, melhor o resultado. O objetivo é ir mais longe e não mais alto”. Os alunos utilizam garrafas PET para o corpo dos foguetes, experimentando diferentes materiais para os bicos e uma base feita de cano PVC. A reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio é responsável por gerar a pressão necessária para impulsionar o foguete no lançamento. DesafiosSegundo a estudante de 17 anos e também integrante de Os Lunáticos de Urano, Luiza Martins, a equipe fica “o dia inteiro na escola”. “É uma carga horária extensa, tem vezes que a gente chega aqui às 7 horas para a aula e sai às 22 horas”, relata. Apesar das dificuldades em construir, calcular e testar os foguetes, a equipe acredita que o mais desafiador seja a falta de incentivo. “Precisamos de R\$ 18 mil, é muita coisa, e a viagem é em agosto. O mais desafiador é conseguir a verba para ir mostrar nosso projeto”, explica Luiza.