[[legacy_image_277067]] Os laços de união entre Santos e a comunidade japonesa foram renovados na tarde deste domingo (25), na sede da Associação Atlética Atlanta, na Vila Mathias. Cerca de 170 imigrantes e descendentes foram homenageados pela Associação Japonesa de Santos, com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal. Foi uma tarde de reencontro com a história de dezenas de desbravadores. “A colônia japonesa contribui desde sempre com a nossa cultura, por meio de suas riquíssimas tradições. O que a gente mais valoriza em uma comunidade é justamente a cultura, que acaba agregando ao nosso País. Estou aqui para ouvir as histórias de uma gente brava”, afirmou o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB). Foram entregues cerca de 170 diplomas. No documento, estão, além do nome do imigrante, a identificação do navio, a região de origem e as datas em que os homenageados saíram do Japão e desembarcaram no Porto de Santos. “Desde 2008, ano do centenário da imigração japonesa, existe uma série de bancos de dados que possibilitam o acesso às informações sobre o imigrante. Nossa entidade incentiva as famílias a procurarem essas informações”, explica o presidente da Associação Japonesa de Santos, Sadao Nakai. “É importante para sua continuidade na difusão da cultura japonesa”. “Essa homenagem destaca a importância de ressaltar essas raízes. É importante realçar os que vieram a uma terra desconhecida com um sonho”, acrescenta o vereador Paulo Miyasiro (Republicanos). OrgulhoEntre os descendentes dos primeiros imigrantes, que desembarcaram do navio Kasato Maru em 1908, estava a estudante Fernanda Kaori Igai, de 16 anos. Ela é tataraneta de Tsuki Ide, uma das 781 pessoas que levaram 52 dias para cruzar o mundo em busca de uma nova vida. “Eu não a conheci, mas meus avós sempre falaram dela. A cultura japonesa me encanta, é um país que pretendo conhecer”, diz a jovem. A epopeia do Kasato Maru abriu caminho para que outros japoneses viessem para o Brasil nos anos seguintes. É o caso de Yasuo Kinjo, de 80 anos. Ele aportou em terras brasileiras em 1960 e, após trabalhar nas lavouras de café em Tupã, no Interior de São Paulo, usou o talento e o gosto por fotografia para integrar a equipe do extinto jornal Cidade de Santos. Mas tudo seria diferente se o navio que o trazia não tivesse chegado ao Brasil. A ‘escola’ ao longo de 45 dias, passando por Cingapura, Taiwan e África do Sul, o transformou. “Amadureci demais nesse caminho”. Os laços de união entre Santos e a comunidade japonesa foram renovados na tarde deste domingo (25), na sede da Associação Atlética Atlanta, na Vila Mathias. Cerca de 170 imigrantes e descendentes foram homenageados pela Associação Japonesa de Santos, com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal. Foi uma tarde de reencontro com a história de dezenas de desbravadores. Mas tudo seria diferente se o navio que o trazia não tivesse chegado ao Brasil. A ‘escola’ ao longo de 45 dias, passando por Cingapura, Taiwan e África do Sul, o transformou. “Amadureci demais nesse caminho”.