[[legacy_image_221000]] Comoção e incredulidade. Esse era o clima no velório de Michelle da Costa Chaga, a Michelle Mibow, referência do samba santista, na noite desta terça-feira (8), na Santa Casa de Santos. A passista, bailarina e coreógrafa, madrinha da bateria da Escola de Samba Unidos dos Morros, de Santos, morreu na noite desta segunda (7), em sua casa, vítima de um AVC isquêmico, aos 40 anos. O sepultamento será às 8 horas desta quarta-feira (9), no Cemitério da Areia Branca, na Zona Noroeste. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! [[legacy_image_221001]] A morte súbita da sambista impactou familiares, amigos e a comunidade do samba santista. Desde o final da tarde desta terça, centenas de pessoas passaram pelo velório para prestar homenagens à musa que desfilou talento, simpatia e sorrisos durante uma vida dedicada ao Carnaval. “A Michelle é uma menina que quando chegava na avenida ou em qualquer quadra de escola de samba, fazia a gente viajar no mundo dela, o mundo do samba, o nosso mundo. É uma perda inestimável para gente, onde a Michelle ia, ela brilhava. E eu acredito que vai brilhar lá em cima também. Michelle era o sorriso, alegria, amor, ela era tudo isso numa pessoa só”, definiu Beto Duarte da Cruz, o Beto Magistral, presidente do Conselho do Samba de Santos. [[legacy_image_221002]] Muito emocionado, Heldir Lopes Penha, o Aldinho, presidente da velha guarda da União Imperial, conhecia Michelle desde quando ela, criança, já mostrava o samba nos pés. “A Michelle é o sorriso desde criança, criada com a gente ali, na frente da bateria. Somos amigos de infância da família, do pessoal todo ali do Marapé. Desde criança ela tinha esse dom, as perninhas já dançavam, e se tornou o que a gente via hoje, uma das maiores, rainha, princesa, ela já teve esses cargos todos. E é uma alegria que a gente não vai poder ver mais, é isso que me entristece”. AVC isquêmicoApesar de muito abalado, o analista de exportação Luiz Henrique Santos Chaga, sobrinho de Michelle, conversou com os repórteres que acompanhavam o velório. E revelou que foi a mãe da sambista, Teresa Cristina, que encontrou Michelle caída no chão da cozinha de sua casa, no Morro São Bento, com dificuldades para respirar, na noite de segunda-feira (7).Os gritos da mãe chamaram a atenção dos vizinhos, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvelde Urgência (Samu). O noivo de Michelle, o bombeiro Sérgio Vieira, chegou, segundo o sobrinho, uns 20 minutos depois. Apesar dos esforços da equipe de socorro e do marido da sambista, que tentaram reanimá-la, ela morreu vítima de um AVC isquêmico, de acordo com Luiz Chaga.