[[legacy_image_206481]] O fim da cobrança do Estacionamento Regulamentado (ER) aos sábados no Centro, no Paquetá e no Valongo levou mais carros a esses bairros, mas comerciantes estão divididos quanto ao reflexo disso no crescimento das vendas. A medida, adotada pela Prefeitura, está em vigor há quatro semanas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santos, Marcus Vinícius Rosa, entende que essa ação tem atraído mais clientes, que conseguem economizar ao não ter de pagar para deixar o carro em vaga de Zona Azul. “De forma gradual, acredito que essa ação terá um efeito muito positivo”, frisa. Ele, porém, observa haver comerciantes e funcionários de estabelecimentos aproveitando a isenção para deixar os próprios veículos nas vagas, o que prejudica a clientela. Dono de uma loja de persianas e cortinas na Rua Martim Afonso, Bechir Alexandre Wakil cita que 80% das vagas de ER na via, aos sábados, vêm sendo ocupadas por veículos dos próprios comerciantes. “Eles precisam entender que esses lugares devem ficar para os fregueses. A Prefeitura está fazendo isso para nos ajudar. Essa ideia já foi adotada há alguns anos, mas acabou não dando certo por esse motivo”, diz. Sílvia Rodrigues, que trabalha como gerente de uma loja de calçados na Praça Mauá, afirma que ainda não sentiu melhoria nas vendas aos sábados. “Ainda há muito o que fazer para impulsionar o comércio no Centro, como a questão da segurança. Esses eventos realizados pela Prefeitura têm ajudado no movimento”, considera. Gerente de um estabelecimento de roupas para bebês na Rua Itororó, Josiane Cristina Santos percebeu aumento no volume de veículos, mas ainda sem reflexo nas vendas. Medo da CET Conforme Vanessa Broglia, que gerencia uma loja de roupas na Rua João Pessoa, muitos clientes, principalmente idosos, não sabiam da liberação do ER aos sábados. “O fluxo de pessoas está aumentando por causa dessa facilidade em estacionar do outro lado da via”. O ferroviário José Luiz elogia a medida tomada pela Prefeitura, pois julga que incentivará mais pessoas a comprar nas lojas da região central e dá mais tranquilidade para as compras. “Mesmo pagando para estacionar, eu ia ter que ficar de olho no relógio para não estourar o tempo. Os agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) sempre ficam em cima para aplicar multas”, desabafa. Essa situação também foi mencionada pela vendedora Neuza Aparecida, que trabalha em uma loja de móveis na Rua Amador Bueno. “Agora, os motoristas ficam mais à vontade de parar aqui. Muitos têm medo do pessoal da CET. O movimento de clientes aumentou um pouco”, relata. O representante comercial Walter Souza elogia a liberação do ER aos sábados porque prefere fazer compras no Centro, onde, segundo ele, os preços dos produtos são menores do que no Gonzaga. “Essa ideia é excelente para os lojistas e para os fregueses, que passam a ter um local mais perto dos comércios para estacionar os seus veículos”.