[[legacy_image_249964]] Quem for ao Mercado de Peixes, na Ponta da Praia, em Santos, buscar pescados para a Quaresma sairá satisfeito com os preços, segundo comerciantes e consumidores. Os valores pouco mudaram do ano passado para cá e há opções para todo tipo de bolso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o empresário Alex Andrade Vieira, dono do Box do Santista, mesmo o salmão, importado, está mais em conta depois da redução na diferença da cotação do dólar em relação ao real. A Reportagem esteve no local na quarta-feira e viu que o filé de salmão, por exemplo, era vendido, em média, a R\$ 75,00 o quilo. “No ano passado, ainda como reflexo da pandemia, tivemos produtos que subiram. Mas, neste ano, os preços estão mais equilibrados”, diz. Vieira afirma que os clientes sempre deixam para comprar os peixes da Quaresma próximo à data para pegar o pescado fresco. “O padrão de compra mudou, porque a inflação, hoje em dia, está mais controlada. Antes, compravam-se várias peças para estoque. Hoje, os clientes preferem o pescado mais fresco”. Entre os mais buscados estão peixes que podem ser ensopados, a tilápia e também a pescada-branca. O ex-jogador e ex-técnico do Santos Narciso é um cliente fiel. Há mais de 20 anos, ele compra pescados na mesma barraca e apareceu lá na quarta para buscar os peixes da Quaresma. “Mas sempre venho, sou cliente desde a época do seu Otávio (pai de Alex)”, relata. Em sua casa, “a gente faz muita coisa, né? Meca, salmão no forno... Uma delícia”, brinca. Afora o cardápio de Narciso, há opções como o camarão-rosa, que sai, em média, a R\$ 78,00 o quilo, enquanto o cinza é vendido a R\$ 55,00. Pintado é encontrado a R\$ 30,00 o quilo, cação a R\$ 28,00. Entre as opções que custam em torno de R\$ 20,00 o quilo estão tilápia e pescada-branca. Por R\$ 25,00, é possível comprar um quilo de corvina ou de mariscos. [[legacy_image_249965]] CostumeO casal de microempreendedores Iolanda Santos, de 55 anos, e Cláudio de Souza, de 59, estava em busca de pescados para seu negócio, de eventos, e também para a Quaresma. “Sempre compramos. Acabamos de pegar meca, camarão e tilápia. Todos os anos fazemos”, afirma Iolanda Santos. Para Souza, neste ano, os preços estão um pouco diferentes do ano passado, mas dentro dos limites de reajuste. “Achei que estão bons, aumentou um pouquinho, mas entendemos. Não está nada exorbitante. O (preço do) peixe consegue se manter fora daquele ambiente mais drástico da inflação, como aconteceu nas carnes”. Eles contam que, no dia a dia, os pescados estão sempre no cardápio. “A gente gosta muito e ainda há os trabalhos. Então, sempre temos à mesa”, conclui Iolanda.