[[legacy_image_314813]] O colunismo social da região está de luto. Morreu, na tarde deste domingo (26), aos 94 anos, a colunista social Thereza Bueno Wolf, que trabalhou em A Tribuna por quase 40 anos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O velório ocorre nesta segunda-feira (27), na Memorial Necrópole Ecumênica, às 9h. O sepultamento está marcado para 15h. Segundo a cuidadora Maria Elma, TBW, como era carinhosamente conhecida, morreu dormindo, em seu apartamento, no Gonzaga, em Santos. “Ela estava acamada havia quatro anos, acompanhada por serviço de Home Care. Passou por uma cirurgia de hidrocefalia com inserção de uma válvula na cabeça e, devido ao longo tempo de intubação, precisou passar pelo procedimento de traqueostomia, para auxiliar na respiração e fala”, conta a cuidadora. “Ela fazia troca do dispositivo da traqueostomia no Albert Einstein a cada três meses. Era acompanhada por uma equipe de profissionais, médicos, fisioterapeutas, enfermeiras, técnicas”, acrescenta. Segundo a profissional, Thereza se alimentava normalmente e conversava bastante. “Tinha uma mente sempre ativa, brincalhona, soltando piadas. Faleceu lúcida e incrivelmente lind[TEXTO]a”. [TEXTO] A colunista, que foi árdua defensora da instalação de uma Faculdade de Medicina em Santos, era a caçula de seis irmãos, a única ainda viva. Legado e exemploDiretora de Marketing de A Tribuna, Renata Santini Cypriano, lamentou a morte de Thereza Bueno Wolf. “Thereza era uma pessoa muito bem relacionada na sociedade, conhecia pessoas de todos os setores e isso tornava as colunas dela muito diversificadas. Era uma pessoa amável e incansável atrás das melhores fotos e informações. Foi nossa colunista durante muitos anos, em uma época em que a internet ou redes sociais nem existiam. Isso fazia com que os colunistas circulassem bastante pelos eventos para buscar informação e imagens. Ela cumpria seu papel de forma brilhante”, afirma. Amigo de longa data de TBW, o cabeleireiro Rubinho Gonçalves de Souza reforçou o caráter fraterno da convivência com a colunista. “A Thereza era, sobretudo uma pessoa muito discreta e elegante. Sou amigo dela desde 1968, onde foi uma das incentivadoras para que eu abrisse um salão em frente ao Tênis Clube, que foi a alavanca da minha carreira. Então, eu devo muito a ela, muito mesmo. Só posso lamentar”, resume. HistóriasAtualmente com uma coluna em A Tribuna, Márcio Barbuy conta que trabalhou com TBW por cinco anos, como “colaborador jovem” dos escritos da colunista, o que estreitou uma relação de muitos anos. “Thereza foi ícone do colunismo social, reverenciada em todos os lugares. Aprendi muita coisa com ela. Viajamos juntos, trabalhamos juntos, festejamos juntos. Me lembro como se fosse hoje quando a conheci na portaria do antigo prédio de A Tribuna, na João Pessoa, 129”, relata. Uma dica em especial de TBW ficou marcada por Barbuy. “Se for em uma festa e não gostar, se omita, não escreva nada”. O colunista lembra que Thereza não ingeria álcool, uma regra de vida. “Nem um copo de um excelente vinho. Dizia que a bebida modificava as pessoas”, complementa.