O levantamento do Procon em Santos deste ano ficou mais amplo, pois foram também incluídas reclamações apresentadas à Fundação Procon-SP (Alexsander Ferraz/ AT) Cobranças indevidas ou contestadas foram o principal motivo das reclamações de consumidores de Santos, no litoral de São Paulo, registradas pelo Procon em 2025. Foram 741 casos, de um total de 2.797 reclamações fundamentadas reunidas pelo órgão na cidade da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Depois das cobranças, aparecem problemas com a entrega de produtos ou serviços, com 406 registros; contratos ou ofertas, com 322; vícios de qualidade, com 230; e atendimento ou SAC, com 217. Do total de reclamações, 804 foram atendidas e 1.993 não. O índice geral de atendimento ficou em 28,7%. Quem lidera Quando os registros são separados por área, os produtos diversos aparecem na frente, com 454 reclamações. Depois vêm serviços financeiros (370), demais serviços, como entregas e atendimentos (216), telecomunicações (132), eletrodomésticos e eletrônicos (129), telefonia e informática (119) e saúde (108). Os números fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas – Exercício 2025, publicado pelo Procon-Santos. São casos que passaram pela análise do órgão e tiveram uma decisão administrativa definitiva sobre a reclamação, com indicação se o problema foi ou não resolvido pelo fornecedor. Claro tem o maior número de registros Entre as empresas e grupos que aparecem com mais reclamações, Claro/Net/Embratel/Nextel lidera, com 95 registros. Foram 50 atendidos e 45 não atendidos. A Samsung aparece em segundo, com 71 registros: 13 atendidos e 58 não atendidos. A Sabesp vem na sequência, com 60 registros, sendo 17 atendidos e 43 não atendidos. A Vivo/Telefônica teve 57 registros, com 37 atendidos e 20 não atendidos. Na sequência aparecem Mercado Livre, com 54 registros (9 atendidos e 45 não atendidos); Itaú Unibanco, com 53 (10 atendidos e 43 não atendidos); Yeesco, com 51 (2 atendidos e 49 não atendidos); Bradesco, com 43 (14 atendidos e 29 não atendidos); Shopee, com 40 (18 atendidos e 22 não atendidos), e CPFL, com 39 (5 atendidos e 34 não atendidos). Entre os dez primeiros, a Yeesco teve a menor taxa de atendimento, de 3,9%. A maior foi da Vivo/Telefônica, com 64,9%. O que o cadastro representa O número de reclamações não indica, sozinho, qual empresa tem mais clientes ou maior participação no mercado. O Procon-Santos ressalta que o cadastro não leva em conta número de clientes, faturamento, participação de mercado, gravidade de cada caso, reincidência ou qualidade geral do fornecedor. Os números mostram apenas a quantidade de reclamações fundamentadas e definitivamente classificadas no período e no recorte adotado. O levantamento deste ano também ficou mais amplo do que o anterior. Além dos registros feitos diretamente no Procon-Santos, foram incluídas reclamações apresentadas à Fundação Procon-SP por consumidores que informaram Santos como município. Por isso, comparações com anos anteriores devem ser feitas com cautela, também por causa da transição entre sistemas. Ao todo, foram considerados 811 registros do Sindec, 87 reclamações fundamentadas com origem no Procon-Santos no Procon SP Digital e 1.899 apresentadas diretamente à Fundação Procon-SP. Esses 1.899 registros entram no levantamento, porque foram feitos por consumidores que declararam Santos como município, embora os processos não tenham passado pelo Procon-Santos. A separação aparece nos documentos para deixar clara a origem de cada reclamação e quem ficou responsável pelo processo. Cadastro ajuda consumidor a se prevenir O cadastro também serve para mostrar quais problemas aparecem com mais frequência e ajudar o consumidor antes de fazer uma compra ou contratar um serviço. Ele pode ser usado ainda para orientar ações de fiscalização, educação para o consumo e diálogo com os setores que concentram mais ocorrências. Para o diretor do Procon-Santos, Sidney Vida, “o cadastro não deve ser visto apenas como uma obrigação legal ou um ranking de fornecedores. Ele é uma ferramenta de transparência, prevenção e melhoria das relações de consumo, permitindo que problemas recorrentes sejam identificados e enfrentados de maneira mais objetiva”. 36 anos do Código de Defesa do Consumidor A publicação ocorre em setembro, mês em que o Código de Defesa do Consumidor completa 36 anos, na sexta-feira (11). Desde 1990, o CDC consolidou direitos essenciais e mudou a relação entre consumidores, empresas e poder público. O Procon recomenda que os consumidores pesquisem a reputação das empresas, guardem contratos, comprovantes, protocolos e registros de conversas e verifiquem as condições de entrega e devolução antes de comprar pela internet. Outra orientação é nunca fornecer senhas ou códigos de autenticação a supostos atendentes. Como denunciar O consumidor pode entrar em contato pelo e-mail procon@santos.sp.gov.br ou pelos telefones (13) 3201-5601 e (13) 99101-5792. O atendimento presencial é feito no Posto de Atendimento Poupatempo Santos, na Avenida João Pessoa, 244/266, no Centro. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. O agendamento pode ser feito nos totens instalados no Poupatempo, com previsão de atendimento para o mesmo dia. Também há atendimento no Posto Procon/Unimes, na Rua Rosinha Viegas, 28, na Encruzilhada. O telefone é (13) 3228-3400, ramal 9. O funcionamento é de segunda a quinta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h, sem necessidade de agendamento. Outra opção é o Posto Procon/São Judas Campus Unimonte, na Rua Comendador Martins, 52, na Vila Mathias. O telefone é (13) 3228-2100. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h, também sem necessidade de agendamento.