Uma cidade que avança em tecnologia e inovação deve estar conectada com o que necessita a população, numa ação viabilizada pelo entendimento entre o Poder Público e a sociedade. É o que define uma cidade inteligente (ou smart city, em inglês). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O tema foi abordado na quinta-feira (9) durante uma reunião promovida pela plataforma Connected Smart Cities (CSC), com a participação de autoridades e especialistas em segmentos como sustentabilidade e mobilidade urbana. “A ideia de que cidades inteligentes são exclusivamente aquelas equipadas com sensores, drones e robôs diminui demais o espectro da palavra inteligência. Ela envolve soluções sustentáveis, inclusivas e que garantem a participação das pessoas na gestão pública”, afirma o advogado, professor e especialista em Mobilidade Urbana Sérgio Avelleda, que participou de um dos debates. Para ele, por exemplo, implantar uma ciclovia pode não ser tecnológico, mas favorece um transporte seguro, barato, democrático e muito sustentável. “É uma solução muito inteligente para uma cidade que quer ser moderna”, define. Avelleda, que foi secretário de Mobilidade e Transporte da cidade de São Paulo, presidente do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entende que o Poder Público precisa ser permeável à influência permanente da sociedade civil organizada. “Quanto maior for essa influência, mais qualidade vai haver nas decisões.” Santos A escolha de Santos para receber o encontro não foi ao acaso, conforme o sócio e diretor de Novos Negócios da plataforma CSC, Willian Rigon. “A Cidade se destaca na plataforma (ocupa o oitavo lugar no ranking de cidades inteligentes do País e possui Selo Ouro de cidade inteligente), premiando um esforço realizado há algum tempo”, aponta. Segundo Rigon, Santos atua fortemente na questão de integração de informação de dados, sustentabilidade, esforço na mobilidade, segurança pública, além da digitalização e do planejamento por meio de dados e indicadores. “É possível medir as políticas públicas, mostrar os resultados, e o cidadão consegue identificar isso.” Parque Palafitas Vice-prefeita e secretária de Educação de Santos. Audrey Kleys (PSD) celebrou a reunião da CSC como um atestado de eficácia na gestão de uma cidade inteligente. Um dos exemplos citados no encontro foi o projeto Parque Palafitas, plano de urbanização de uma área de 4 mil metros quadrados na Vila Gilda. “Ele (o projeto) nasce justamente de com a tecnologia e técnicos que estudaram para que esse projeto realmente fosse referência, como um grande case (estudo de caso)”, explica. “Receber o evento no Parque Tecnológico é significativo, pois aqui concentramos ações que estão juntamente a educação, saúde e meio ambiente.” Porto-cidade Em sua palestra, Sérgio Avelleda reforçou a importância da relação entre o Porto e a Cidade como um elemento importantede desenvolvimento. Citou exemplos de ações bem-sucedidas, como Roterdã (Holanda) e Hamburgo (Alemanha) e indicou formas de como trazer a população para “dentro” do seu porto.