A exportação de mantimentos era essencial para o desempenho durante a guerra (José Herrera/Acervo A Tribuna) A cidade de Santos, devido à sua posição estratégica como o maior porto do Brasil, teve uma importância significativa durante a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945. Sua relevância econômica e logística fez com que a cidade fosse um ponto central nas operações de transporte e comércio marítimo do Brasil, além de ter sido alvo de medidas de segurança e algumas das tensões relacionadas ao conflito global. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo informações do Sistema de Informação Científica (Redalyc), Santos desempenhou papel fundamental no abastecimento de produtos exportados durante o período da guerra, como café e açúcar, essenciais para os mercados internacionais aliados. Porém, a crescente presença de submarinos alemães no Atlântico Sul representou uma ameaça direta às rotas marítimas que passavam pela cidade. De acordo com estudo publicado no Seminário Internacional História e Historiografia, apesar de Santos não ter sido alvo de ataques diretos, sentiu os impactos do conflito. Torpedeamentos de navios brasileiros em 1942 geraram preocupação e mobilização local para proteger as operações portuárias. Por conta desses ataques, a Marinha aumentou a segurança na região, e medidas foram tomadas para reduzir os riscos, incluindo escoltas de navios mercantes e restrições ao tráfego marítimo em horários noturnos. Além disso, a cidade abrigou atividades de monitoramento e defesa, contribuindo para os esforços de guerra do Brasil. Trabalhadores portuários também foram mobilizados para atender à demanda crescente por transporte e apoiar a logística das tropas brasileiras que, mais tarde, seriam enviadas à Itália como parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB).