O estudo calculou a média nacional das refeições no país, comparando 4.502 estabelecimentos comerciais ( Thiago D'Almeida/AT ) Santos é considerada a sexta cidade com a refeição mais cara do Estado de São Paulo no ranking da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios (ABBT). Segundo a pesquisa, o preço médio da refeição completa na cidade custa R\$ 52,52, incluindo o prato principal, bebida, sobremesa e café, valor considerado 13% maior em comparação ao ano anterior. Realizado em 2024, o estudo calculou a média nacional das refeições no país, comparando 4.502 estabelecimentos comerciais, nas cinco regiões, em 22 estados e no Distrito Federal. No total, 5.640 preços foram coletados e o resultado da média das refeições foi de R\$ 51,61, sendo a refeição mais cara em Barueri, com almoço de R\$ 60,95, e a mais barata em Diadema, custando R\$ 49,12. Para realizar o cálculo, a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios (ABBT), considerou os preços das quatro categorias mais comuns no setor de alimentação brasileiro, sendo o prato principal, a bebida não alcoólica, a sobremesa e o café. Santos ficou acima da média e ocupou a sexta posição, com a refeição completa custando R\$ 52,52. Ou seja, para o trabalhador se alimentar na cidade durante os 22 dias trabalhados, de segunda à sexta, ele precisará de R\$ 1.155,44. Esse valor representa 76% do salário mínimo, que é de R\$ 1518,00, gastos em alimentação. A pesquisa apontou ainda que o trabalhador que recebe vale-refeição, uma das modalidades do Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT), consome 43% mais feijão, arroz e salada e 33% mais carne, quando comparado aos que não recebem o benefício. De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sinhores), a inflação é o principal fator para este cenário. "Com o aumento dos impostos e da matéria prima, o preço para o consumidor também fica mais alto". Segundo a ABBT, os estabelecimentos arcam com outros custos além dos alimentos, com despesas como energia, gasolina, gás de cozinha, aluguel e funcionários. Essa situação aumenta o custo e resulta em valores altos para o consumidor. Para o presidente do Sinhores, Arthur Veloso, uma alternativa para manter a competitividade é apostar em inovação, variedade de menu e, até mesmo, reduzir a margem de lucro. Já para os consumidores, a recomendação é que continuem valorizando a gastronomia local, pois ela é responsável por toda uma cadeia, gerando emprego e renda para a região. Confira as 10 cidades com refeições mais caras do estado: Barueri R\$ 60,95 Taboão da Serra R\$ 60,91 São Paulo R\$ 59,67 Santo André R\$ 59,61 Jundiaí R\$ 53,01 Santos R\$ 52,52 São José dos Campos R\$ 50,25 Sorocaba R\$ 49,52 São Caetano do Sul R\$ 49,15 Diadema R\$ 49,12