[[legacy_image_76882]] O Chefe do Departamento de Atenção Básica de Santos, Cristian Mark Weiser, lamentou que infelizmente há pessoas que ainda não tomaram a vacina contra covid-19 porque estão escolhendo a marca. "Existe sim a procura por determinadas marcas", disse em à ATribuna.com.br. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Weiser comentou que na manhã de segunda-feira (5) uma munícipe procurou uma das policlínicas da cidade alegando precisar da primeira dose do imunizante. "Procurou o posto de vacinação, que ela deveria saber que estava aplicando a Pfizer." Segundo o chefe de Atenção Básica, a equipe fez uma consulta no sistema do governo estadual com os dados da munícipe e percebeu que ela já havia sido vacinada com a primeira dose da Oxford/AstraZeneca. "Além de ser um desrespeito à vida, é um desrespeito ao ser humano, [principalmente], aqueles que ainda não tiveram a chance de tomar sua vacina. É inadmissível essa atitude por parte das pessoas e que elas não tenham esse pensamento porque todos os imunizantes hoje disponíveis no Brasil têm eficácia comprovada e aprovação da Anvisa. Ainda mais se a pessoa já foi vacinada. É um caso bastante extremo que aconteceu", contou. Além dessa situação mencionada por Weiser, ele relembrou que na semana passada teve outro caso que demonstra que os moradores estejam escolhendo a vacina pela marca. "Em um posto de vacinação da orla havia fila com cerca de 100 pessoas aguardando pela vacinação. Nesse posto estava sendo oferecida a vacina da Janssen, que é dose única e quando acabou os profissionais daquela policlínica foram até a fila e avisaram." Segundo ele, os profissionais orientaram que as pessoas da fila não fossem embora, pois um carro já estava em direção ao posto com mais doses da vacina contra covid-19, mas questionaram qual seria a marca e a resposta foi CoronaVac. "Noventa foram embora e dez ficaram. Então assim, infelizmente, a gente reitera, está acontecendo essa acepção de vacinas e isso é bastante triste." O chefe da pasta explicou que dados comparativos entre janeiro e maio deste ano demonstram que na faixa etária dos 70 anos, por exemplo, houve uma redução de 50% dos casos confirmados pela covid-19. "E essas pessoas foram vacinadas com quais vacinas? Com a Oxford/AstraZeneca e CoronaVac e elas têm eficácia. Era somente a que tinha [na época de vacinação desse público]. Os números demonstram isso. É de uma irresponsabilidade ficar sem vacina por conta da escolha da marca." Incentivos à vacinação Questionado sobre outros municípios aplicarem sanções para os moradores que escolhem a marca, Weiser respondeu que por parte da prefeitura de Santos não há essa ação ou penalidade. "É um ato lamentável, não há o que se fazer, legalmente falando. Nós continuaremos sim incentivando a todos a tomarem não só a primeira, mas a segunda dose também." O chefe da pasta lembrou que as policlínicas de Santos fazem diariamente uma busca ativa por telefone para todos os faltosos da segunda dose. "Santos já teve mais de 10 mil faltosos na segunda dose, hoje esse número é menos que 5 mil, o que representa cerca de 2% de toda a população vacinada, esse número é muito pequeno comparado ao resto do Estado. A única ferramenta que está tendo resultado contra a covid-19 é a vacinação." "Eu posso dizer com muita satisfação e orgulho que em Santos nós temos, apesar de toda a dificuldade do desafio imenso que é, que Santos tem feito um trabalho que tem sido bastante elogiado na vacinação tanto no quesito do acolhimento nos postos quanto no manejo da vacinação, técnica, da aplicação, antecipação dos grupos a serem vacinados. Santos já chegou a marca de 57% de toda a população vacinada e de mais de 70% do público-alvo vacinado. Seguiremos adiante nesse desafio e nossa meta é vacinar todos os adultos na medida que o Estado for encaminhando novos lotes de vacina", finalizou.