A passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região central de Santos mudou a rotina de quem precisa acessar o Cemitério do Paquetá, na Rua Dr. Cochrane. Com a proibição de estacionamento diante do local, motoristas passaram a procurar vagas em ruas próximas, onde moradores e comerciantes relatam insegurança. O problema é apontado, sobretudo, em dias de enterros. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dona de uma floricultura em frente ao cemitério, Solange Mendonça, de 71 anos, afirma que o movimento do comércio caiu desde a chegada do VLT. Segundo ela, a falta de vagas faz clientes deixarem de frequentar a loja por receio de estacionar. Para Solange, a criação de baias defronte ao cemitério poderia amenizar o problema, pois as calçadas do outro lado da rua são largas. Ela conta que há dias em que não consegue vender nem sequer uma vela e que considera fechar a loja. A aposentada Joaquina Lima, de 80 anos, que mora na região, também percebeu a mudança. Para ela, o cemitério perdeu parte do movimento que tinha antes. Joaquina afirma que visitantes de outras regiões acabam evitando estacionar na Rua Amador Bueno e na Avenida São Francisco por medo de furtos ou abordagens. Segundo ela, moradores já estão acostumados com a rotina da região, mas pessoas de fora demonstram mais receio devido à quantidade de pessoas em situação de rua. Dono de uma bicicletaria, Joselito Gomes, de 52 anos, também relaciona a redução no movimento à falta de estacionamento. Ele comenta que parte dos frequentadores trocou o carro por ônibus ou transporte por aplicativo. “Aqueles que vêm limpar a campa não têm onde parar”, diz. Respostas Em nota, a Prefeitura de Santos destacou que a introdução do VLT exigiu proibir o estacionamento na Rua Dr. Cochrane, no lado oposto ao cemitério, para não interferir na circulação dos veículos. A Administração acrescentou que há vagas nas vias transversais, paralelas e próximas ao equipamento, incluindo a lateral e o bolsão atrás do cemitério. Ressaltou que usuários do VLT dispõem de uma estação a poucos metros do local. A Prefeitura declarou que a Guarda Civil Municipal faz rondas diárias e ostensivas no Paquetá e nos arredores.