[[legacy_image_337919]] Mãe cujos filhos são como peixes. É o significado dos termos do idioma iorubá Yèyé omo ejá — que leva ao nome Iemanjá, orixá feminino das religiões candomblé e umbanda que, neste domingo (25), foi reverenciado em uma festa promovida pela 24ª vez em Santos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As homenagens à divindade africana, como ocorre anualmente, se realizaram na Ponta da Praia, de forma aberta a quaisquer interessados. Orações, oferendas como rosas brancas e procissões terrestre e marítima ao final das celebrações marcaram as festividades. CulturaA programação foi aberta ao público. Teve coordenação religiosa da Casa de Culto Afro-Brasileiro Ilê Asé Sobo Oba Àrirá, comandada pelo babalorixá Marcelo de Ologunédé, com apoio das comissões organizadoras da Procissão de Iemanjá de Santos. Houve, ainda, apresentações culturais e uma feira de afroempreendedorismo. Além das procissões e da entrega de um presente a Iemanjá, duas apresentações culturais, da Tienda Kumpania Romai e do Maracatu Quiloa, e duas musicais, de Alex Viana e Banda e do Grupo Musical Afoxé Oba Alááfin. Lugar e históriaAs celebrações a Iemanjá transcorreram na Praça Luiz La Scala, próximo ao Aquário. Ali, em fevereiro de 2021, a Prefeitura inaugurou uma estátua dedicada à Rainha do Mar. Era uma ocasião diferente da atual, devido à pandemia de covid-19 e às restrições à circulação: naquele ano, trocaram-se as procissões por uma carreata. Iemanjá, matriarca de quase todos os orixás, é associada à maternidade e à fecundidade e considerada protetora dos pescadores e jangadeiros.