Evento foi apresentado pela artista drag queen, Ariella Plin, e pela apresentadora oficial da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Tchaka Drag Queen (Alexsander Ferraz/AT) Fazer valer os direitos civis das pessoas LGBT+ por meio do cumprimento de leis vigentes e novas leis, respeito, acolhimento e oportunidades para todos. Os temas nortearam a 7ª Parada do Orgulho LGBT+ de Santos que é realizada neste fim de semana com programação extensa. O evento, em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBT+, celebrado em 28 de junho, encerra neste domingo (30), com manifestação no Centro Histórico. A data comemorativa também consta no calendário oficial de Santos, instituída por lei municipal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com o tema “Contra o retrocesso no legislativo, vote por direitos LGBT”, a edição deste ano direcionou a discussão para a conscientização na escolha dos candidatos às eleições municipais, a fim de se observar os que estão comprometidos com uma agenda em prol do cumprimento de direitos como a união estável entre pessoas do mesmo sexo, uso do nome social por pessoas transgêneras e a criminalização da LGBTfobia, equiparada a crimes como o racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019. No sábado (29), o Centro de Cultura Patrícia Galvão, na Vila Mathias, abriu espaço à 2ª Diversa Feira, a Feira da Diversidade, com mais de 50 empreendedores, que comercializaram desde produtos artesanais aos manufaturados. Empreendedora e fundadora da marca Caramellon, Leila Zambuze vende acessórios para pets e desenvolveu uma linha especial para o evento. “Eu criei a linha Pride (orgulho em inglês) porque é muito importante gerar o engajamento do respeito e do amor”. O dia foi dedicado aos debates sobre direitos como união estável e uso do nome social, feira de empreendedores, desfiles e atrações musicais (Alexsander Ferraz/AT) A presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Santos (APOLGBT Santos) e organizadora do evento, Daisy Christine Eastwood, explicou que o tema é unificado entre todas as paradas realizadas no Estado de São Paulo para conscientizar as pessoas de todas as cidades sobre “a necessidade de elegermos candidatos progressistas que garantam os direitos já conquistados. Nós queremos o Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa e as Câmaras Municipais legislando para garantir os nossos direitos”, afirmou. Houve ainda debates, rodas de conversas, apresentações musicais e desfiles. Daisy disse que o foco das discussões era a “afirmação de direitos”, mas também o combate à violência. “Falta empatia e respeito a todas as diferenças. Nós queremos mostrar à sociedade essa necessidade de respeito e acolhimento a todos”. Polo de cultura A apresentadora oficial da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Tchaka Drag Queen, disse que “Santos é um importante polo de cultura, lazer, de economia criativa e pode fazer parte da solução, ser mais tolerante e inclusiva, com oportunidades para todas as pessoas. É um momento de lazer e de luta”. A coapresentadora do evento, a artista drag queen Ariella Plin, que é da Baixada Santista, enfatizou: “Eventos como este realizado, aqui, no Centro Patrícia Galvão, fora das boates, são extremamente importantes porque permitem que pessoas LGBTs ocupem espaços que não são marginalizados, que a gente seja respeitado como todos são”. A 2ª DiversaFeira - Feira da Diversidade de Santos, ocorreu neste sábado (29), das 12h às 20h, no Centro Cultural Patrícia Galvão (Alexsander Ferraz/AT) Programação Além da feira criativa, houve apresentações artísticas com Alexia Müller, Ava Rissati, CaoZ, Cassy BC, House of DDD, Kelvyn, Leci Brandão Cover, Nicolly Hill, Sophia Lima, Valentinna Dior e Yara Mansur. Já a primeira discussão do dia, intitulada “Representatividade LGBT+ na política”, iniciou por volta das 15h30, com a participação do presidente do ConLGBT, Wellington Araújo, Mayara Natale, da Associação Brasileira de Intersexos (Abrai), e a vereadora da Câmara de Santos Débora Camilo. O bate-papo foi mediado por Daisy Eastwood. Na sequência, às 16h30, aconteceu o debate “Qual a Parada que queremos?”, mediado pela jornalista e gerente de projetos institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto, com membros da executiva da APOLGBT Santos e o presidente da Parada São Paulo, Nelson Matias. Às 17h30, ocorreu a roda de conversa com o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades - Núcleo Baixada Santista e, às 19h, o bate-papo “Por uma vida livre de violências - uma análise biopsicossocial”, com o psiquiatra Gabriel Francisconi e a psicóloga Daniella Stazack. A seguir foi ministrado um ato interreligioso. No auditório do Museu da Imagem e do Som de Santos, foi instalada a mostra ClanTransDetina, do fotógrafo Rodrigo Montaldi, e a atividade de encerramento da Mostra Baphônica de Cinema LGBT+ de Santos, com a exibição do longa “Nós somos o amanhã”, de Lufer Steffe, e os curta-metragens “Chá de Memórias da Nopen”, de Eduardo Ferreira, e “Pandemia”, de Thays Villar, além da homenagem à cineasta Raquel Pellegrini por sua carreira. O evento contou ainda com performances das drag queens Ariella e Magenta. Parada no domingo A concentração da mobilização deste domingo (30) será às 12 horas, na Praça José Bonifácio, no trecho da Rua Senador Feijó. De lá, a manifestação seguirá pela Avenida São Francisco, Rua Dom Pedro II, Rua João Pessoa e Praça Rui Barbosa, de onde os participantes acessarão a Praça Mauá, em frente à Prefeitura de Santos.