Governo autorizou captação de verba, mas faltaram apoiadores (Alexsander Ferraz/AT) Quem passa pelo número 277 da Avenida Ana Costa, na Encruzilhada, em Santos, encontra um cenário que contrasta com a importância histórica do prédio do Educandário Anália Franco, conhecido como Castelinho: centenário, está deteriorado e sem perspectiva imediata de restauro. Um ano após A Tribuna noticiar a busca por recursos, a instituição continua tentando viabilizar o projeto. A recuperação do telhado está orçada em R\$ 3,5 milhões. A restauração toda é estimada em cerca de R\$ 8 milhões. Somente a recuperação do telhado está orçada em R\$ 3,5 milhões. Custo total da restauração é calculado em aproximadamente R\$ 8 milhões (Alexsander Ferraz/AT) Segundo o presidente do Educandário, Ivo Sanches, as obras não começaram porque o principal desafio é obter dinheiro para um restauro que respeite as características históricas e arquitetônicas do imóvel. “Estamos buscando alternativas de financiamento, dialogando com os órgãos competentes e acompanhando as possibilidades de captação de recursos para a recuperação do prédio.” “Não podemos tratar sua recuperação como uma reforma convencional. É necessário assegurar que os serviços sejam executados de forma adequada, preservando as características arquitetônicas do edifício”, adiciona. Por motivo de segurança, Castelinho não tem sido usado desde 2012 (Alexsander Ferraz/AT) O projeto foi registrado no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e aprovado pela Lei Rouanet, também federal, mas a captação não se concretizou por falta de empresas apoiadoras. A entidade também busca recursos e acompanha as tratativas sobre a preservação do patrimônio em órgãos competentes. O Castelinho não tem sido utilizado desde 2012 por falta de garantias de segurança. As atividades do Educandário continuam em espaços vizinhos da instituição. “Seguimos realizando melhorias nas instalações em funcionamento, com recursos provenientes de doações, parcerias e emendas parlamentares, sempre respeitando a finalidade de cada recurso.” O Educandário Fundado em 1922, o Educandário Anália Franco é uma instituição beneficente que atua na educação e no acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Com 85 funcionários, atende cerca de 400 pessoas. Para se manter as ações da entidade em dia, o custo médio é de R\$ 462.184,50 por mês. O Anália oferece educação infantil gratuita em período integral a crianças e acolhimento institucional a jovens encaminhados pela Juizado da Infância e da Juventude. Sanches procura alternativas (Alexsander Ferraz/AT) Como ajudar A instituição recebe doações de pessoas físicas e empresas e arrecada recursos com eventos comunitários e serviços abertos ao público, como lavanderia e bazar beneficente. As contribuições podem ser feitas via Pix (CNPJ 58.225.905/0001-40), pela utilização da lavanderia, pela compra de produtos no bazar ou pela doação automática da Nota Fiscal Paulista. A Tribuna não obteve, até o fechamento desta edição, resposta do Ministério da Cultura sobre a situação do Castelinho.