[[legacy_image_302505]] O número de casos de escarlatina, doença infecciosa mais frequente na infância e na adolescência e durante a primavera, cresceu 700% na rede pública de Santos entre agosto e setembro. A moléstia é contagiosa e pode matar. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste registrou oito atendimentos por escarlatina no mês passado e um em agosto. Nas demais UPAs, Central e Zona Leste, não se identificaram casos. A pediatra Mírian Valente afirma que a infecção é comum entre os 5 e 15 anos de idade e, pelo menos até o início do tratamento, é importante isolar os doentes. [[legacy_image_302506]] Parecida com uma inflamação comum da garganta, a doença se diferencia pela presença de manchas na pele de cor escarlate — um tom vivo de vermelho —, motivo pelo qual se chama escarlatina. “Essa doença é transmitida por uma gotícula de (saliva) uma pessoa contaminada ou com essa bactéria para outra pessoa, pela saliva do espirro e da tosse”, informa Mírian. Entre os sintomas, estão febre alta, dor de garganta, dor de cabeça, cansaço excessivo, falta de apetite e dor na barriga. “A pele fica com uma textura meio grossa, com aspecto de lixa. Ela (a presença de manchas) começa primeiro no tronco, mas pode acometer a face, o pescoço, os membros, a axila e as virilhas. Normalmente, vai poupar a palma da mão e a sola do pé. Pode acontecer a descamação da pele”, explica. A pele costuma ficar avermelhada no segundo dia de infecção. A partir do início dos sintomas, a recomendação é procurar um serviço de saúde para o tratamento precoce, feito com antibiótico. Do contrário, pode haver complicações, como febre reumática, lesão cardíaca e problemas renais. “As crianças machucadas com escarlatina devem receber o tratamento imediato e devem ser afastadas da escola por pelo menos 24 horas após o início do tratamento. As medidas de suporte, repouso, analgesia (eliminação da dor) e hidratação são importantes para a melhora do quadro. Depois de 24 horas de tratamento, ela (a criança) não transmite mais e não é mais portadora da bactéria, mas ela ainda pode ter febre e estar com cansaço extremo”, cita a médica.