Esta é a casa de Wesley e Gislaine, que, com um amigo e uma gata, percorrem o País. Uma das cidades por onde passaram foi Santos (Arminda Augusto/AT) O modelo deixou de ser fabricado no Brasil em 2013, depois de quase 60 anos circulando pelo País e construindo a imagem de ícone das famílias brasileiras. Mesmo fora de linha, para Wesley e Gislaine é a bordo de uma Kombi que eles moram e realizam o sonho de conhecer o Brasil. Contando Santos, por onde passaram no último final de semana, já são mais de 135 mil quilômetros rodados e quase 100 cidades percorridas. neste sábado (2), eles chegaram a Balneário Camboriú (SC), onde devem ficar por toda a temporada de verão. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A história de Gislaine Aparecida Pekocz, de 38 anos, e Wesley Rodrigues Silva, de 43, começou há seis anos, quando se conheceram em Balneário. Ele, gerente de um restaurante. Ela, funcionária do estabelecimento. Apaixonaram-se e decidiram viver juntos. Inicialmente, o destino foi Goiânia, terra natal de Wesley, que precisou voltar para cuidar da saúde do pai. Vencido esse momento, o destino foi Brasília, onde tentaram montar o próprio negócio. Wesley faz de tudo um pouco: é barbeiro, músico e encara qualquer outra atividade que aparecer. Gislaine é trancista — faz tranças e tererê. “Em Brasília, não deu nada certo e decidimos pegar a estrada”, diz Gislaine, que é natural de Curitiba (PR). O velho Sandero foi trocado por uma Kombi e, na Capital Federal, a aventura de percorrer o Brasil começou. Não sem antes agregar à jornada Cláudio, que é artista de circo e tinha o desejo de conhecer Balneário Camboriú, para onde eles já planejavam estar neste início de novembro. De norte a sul do Brasil Conversar com Gislaine e Wesley é se perder nas histórias e nas cidades por onde já passaram: Tramamdaí, Imbé, Torres, Gramado, Canela, Urubici, Biguaçu, Laguna, Garopaba, Imbituba, Governador Celso Ramos, Bombinhas, Porto Belo, Penha, Barra Velha, Brusque, Itapoá, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Londrina, Paranaguá, Frutal e mais um leque de nomes quase desconhecidos da maioria da população, como Nerópolis, Niquelândia, Caldazinha, Bonfinópolis, Araguapaz e Senador Canedo. Como o objetivo era chegar a Balneário Camboriú para a temporada, a trupe veio descendo o mapa do Brasil em direção ao Litoral, chegando ao Rio de Janeiro e, de lá, seguindo pelas praias de São Paulo até chegar a Santos. Tudo a bordo A Kombi é, de fato, uma casa ambulante, não como as modernas motorhomes, mas da forma como podem. A cama do casal fica suspensa na parte de trás, acomodando na parte de baixo roupas, calçados, utensílios de cozinha, fogão elétrico, geladeira, galão de água, roupas de cama e banho e todo tipo de objeto que se usa no dia a dia. Cláudio dorme no banco da frente. E tem, ainda, a Lia, uma gata que acompanha a família há seis anos. Gislaine conta que, tão logo eles chegam a uma nova cidade e decidem ficar, procuram um ponto seguro para estacionar a Kombi. A providência, em seguida, é encontrar alguém ou um estabelecimento que os autorize a pegar água e, eventualmente, permitir que tomem banho. Sonhos Em Santos, o casal, o amigo Cláudio e a gata ficaram instalados em uma esquina da Rua Vereador Rocha e Silva, na Ponta da Praia. Wesley e Gislaine encontraram trabalho em um bufê, e foram três dias de atividades. Com o dinheiro ganho, seguiram viagem para Santa Catarina. “Mas levo de Santos a imagem da praia mais bonita que já vimos”, diz Wesley. E que sonho tem alguém que decide morar e viver em uma Kombi? “Comprar um ônibus, para que tenhamos mais espaço e mais conforto”, conta Gislaine.