[[legacy_image_191317]] Depois de duas semanas, o casal Wilson Nunes Rosa Júnior, de 31 anos, e Cristiano Carlos da Silva, de 35, pôde ter os filhos gêmeos Ian e Gael nos braços. Eles tiveram alta do Hospital São Lucas, em Santos, nesta terça-feira (12). O nascimento foi possível através de uma barriga solidária doada pela prima de Carlos, além da doação anônima de óvulos, sendo realizado o procedimento de fertilização in vitro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Wilson e Carlos estão juntos há cinco anos e moram na Encruzilhada, em Santos. Segundo o engenheiro de produção, o processo para conseguir a barriga solidária durou cerca de um ano e meio, entre trâmites burocráticos e a fertilização assistida. Os gêmeos nasceram prematuros de 32 semanas, no dia 25 de junho, e passaram duas semanas internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital. A alta foi marcada pela emoção e felicidade dos pais em finalmente terem como levar os filhos para a casa. "Todo dia é um frio na barriga. A gente se arrepia. É um sentimento que você não explica, você sente. Eu tinha um desespero no olhar, porque não entendemos o procedimento de uma UTI. Estamos muito felizes. O hospital deu suporte pra gente. Eu levo aprendizado e sentimentos de pessoas que nos ajudaram tanto, em tão pouco tempo", comemora Cristiano Carlos. O empresário Wilson Nunes destaca a vontade que Carlos tinha de ser pai e comenta todas as novidades na rotina do casal com a chegada de Ian e Gael. "É uma batalha agora. Tudo muito novo. A equipe (do hospital) ajudou a gente a amamentar, dar banho, secar. Estamos nervosos e ansiosos pra esse momento, com nós dois e eles em casa. Viramos pais de verdade", comemora o empresário. DesistênciaResponsável pela barriga solidária, a prima de Cristiano, a vendedora Milena Oliveira Costa, de 41 anos, relembra que outra mulher acabou desistindo de fazer a gestação dos filhos do casal, o que a motivou em ajudá-los. "Eles nem imaginavam que eu ia ter essa atitude. Eu decidi fazer pra eles de coração, por causa de uma desistência de uma pessoa. Eu sabia o quanto eles queriam ser pais. Eles (os gêmeos) vão ser muito bem amados". Evolução dos bebêsA enfermeira obstétrica do Hospital São Lucas, Isadora Santalla, destaca como a equipe médica precisou reagir rápido por conta do nascimento prematuro dos bebês. "A gente não tá preparado para um parto prematuro. Assim que eles chegaram, tentamos acolhe-los o máximo possível. É uma emoção muito intensa. Eles sempre tinham uma história de amor bonita. Tudo ocorre no tempo certo. Os meninos vieram com muita saúde", comenta. A também enfermeira Nayara Malheiros acompanhou os 17 dias de Ian e Gael na UTI Neonatal. Ela enaltece a rápida evolução que os recém-nascidos tiveram. "Eles tiveram uma evolução muito boa e rápida. A energia positiva deles (dos pais) também fez diferença. Eles sempre chegavam muito animados. Ensinamos eles a dar banho, mamadeira, como trocar (as fraldas). É sempre uma vitória quando a gente vê os bebês indo embora e a família feliz", comemora Nayara. [[legacy_image_191318]] Fertilização in vitroO médico Condesmar Marcondes, especialista em reprodução humana e responsável pelo processo envolvendo o casal, afirma que o procedimento foi um sucesso. A barriga solidária foi fornecida por uma prima de Carlos. "Eu consegui os óvulos de uma doadora anônima. Juntamos com os espermatozoides e preparamos o útero da mulher. Ela engravidou na primeira tentativa. Acompanhamos o pré-natal dela, que transcorreu sem problemas. Foi absolutamente perfeito, tanto que ela engravidou de cara. O útero dela recebeu muito bem os dois bebês", comenta Marcondes.