O analista de sistema, Rafael Novaes, conta que sofreu escoriações quando foi imobilizado e arrastado por policiais no Aeroporto de Miami (Arquivo pessoal) Uma viagem planejada para celebrar o noivado em Cancún, no México, virou um pesadelo para um casal de Santos, no litoral de São Paulo, que acabou sendo preso após se envolver em uma confusão no Aeroporto Internacional de Miami (MIA), nos Estados Unidos, durante uma conexão, no domingo (2). A American Airlines acusa os brasileiros de causarem tumulto e de agredirem funcionários. O casal nega. Eles retornam ao Brasil nesta quarta-feira (5). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, a biomédica esteta Beatriz Campos Maia, de 29 anos, e o analista de sistemas Rafael Novaes, de 40, contam a sua versão dos fatos. Eles embarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) no sábado (1º) e desembarcaram em Miami na manhã de domingo (2), onde fariam a conexão com outro voo para Cancún, no México. Eles ficariam quatro dias em Cancún, onde pretendiam comemorar o noivado. “Nós fizemos o check-in em São Paulo mesmo, onde despachamos nossas malas direto para Cancún, no México, que era o nosso destino. Mas, o nosso voo tinha conexão em Miami, então, desembarcamos lá para pegar o voo para o México”, diz Beatriz Maia. “A gente chegou ao Aeroporto de Miami por volta de 5h e o nosso voo para Cancún embarcava às 9h10. Por volta de 8h20, quando nos apresentamos para embarcar, começou a confusão. Às 8h30, chamaram a Polícia”, conta Beatriz. Segundo Rafael Novaes, a discussão começou quando uma funcionária começou a implicar com o seu passaporte e a perguntar se ele falava inglês fluente, uma vez que adquiriu assentos posicionados na saída de emergência do avião. “Ela foi grosseira desde o início, primeiro questionando que o meu passaporte estava sem a minha foto, então, eu disse que estava na segunda página. Depois, ela perguntou três vezes se eu era fluente em inglês e disse que se eu não fosse não poderia embarcar. Nós, eu e minha noiva, começamos a ficar nervosos, houve muita discussão, e decidimos entrar na área de embarque, foi quando a funcionária puxou o braço da Beatriz e o copo de café que ela estava segurando virou”. “A funcionária puxou o meu braço bem forte, está até roxo. Eu não joguei o café nela, com a força que ela me puxou, o café derramou”, afirma Beatriz, negando que tenha agredido a atendente da companhia aérea. A biomédica esteta, Beatriz Campos Maia, diz que funcionária de companhia aérea puxou o seu braço com força causando hematoma e derramando o café do copo que segurava (Arquivo pessoal) Novaes conta que a funcionária acionou a Polícia e que, quando os policiais chegaram, já o imobilizaram. “Eles não perguntaram a nossa versão dos fatos, eu fui imobilizado e arrastado pelo chão, estou com uma ferida grande no joelho. Eu e a Beatriz fomos algemados ali mesmo e cada um foi levado para uma viatura policial, onde ficamos por cinco horas, sem água, nem nada. Depois, fomos levados para a prisão, onde passamos a noite mesmo pagando uma fiança de US\$ 700 (cerca de R\$ 4,1 mil). Saímos segunda-feira de manhã”. O analista de sistemas diz que retornaram ao aeroporto para reaver a sua mochila que havia sido apreendida e guardada no posto policial, dentro do aeroporto. “Quando chegamos no setor da American Airlines, eu pedi para chamarem o supervisor, que nos tratou muito mal. Eu peguei minha mochila, mas os funcionários da American Airlines disseram que não sabiam das nossas bagagens que foram despachadas em São Paulo para Cancún. Até agora não recuperamos as nossas malas”. Novaes conta ainda que eles foram “banidos de embarcar em qualquer voo da American Airlines. Então, vamos comprar passagens de uma companhia brasileira, porque há outros brasileiros e nós seremos melhor tratados. Voltaremos para o Brasil nesta quarta-feira, um voo direto de Miami para Guarulhos. Todos esses transtornos já nos causaram quase R\$ 20 mil em gastos com fiança, hotel e passagens áreas para voltarmos para casa”. Procurado, o advogado Guilherme Hayama, que representa o casal, afirma que conversará com os dois para decidir quais medidas tomar em relação à situação. “Quando o Rafael e a Beatriz chegarem ao Brasil, nós vamos conversar. Depois que tudo estiver esclarecido, vamos analisar qual caminho seguir, quais medidas tomar”. American Airlines Em nota, a American Airlines informa que, “antes de embarcar no voo 2494 da American Airlines em Miami (MIA) com destino para Cancun (CUN), as autoridades locais compareceram ao portão de embarque para verificar a presença de dois passageiros que estavam causando tumulto. Atos de violência não são tolerados pela American Airlines e estamos comprometidos em trabalhar em conjunto com as autoridades em suas investigações”.