[[legacy_image_108453]] Passando por diversos períodos históricos, momentos bons e ruins, o casal José Dorante e Iolanda Pagano, de 95 e 89 anos, respectivamente, está prestes a completar 70 de casados. Moradores de Santos, eles são o pilar de uma família criada com muito amor e carinho. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Eles se conheceram em 1947, durante um baile na cidade de Rio Claro (SP). "Um amigo nosso nos apresentou naquele dia (da festa). Chegamos a dançar, mas não aconteceu nada. Fomos nos aproximar quando o tal amigo tentou namorar uma conhecida minha. Eles não ficaram juntos, mas nós sim", disse Iolanda em entrevista para ATribuna.com.br. Após três anos de namoro, decidiram se casar. A cerimônia aconteceu no dia 13 de outubro de 1951 e, desde então, se tornaram fieis companheiros de uma vida. O casal se mudou para a Baixada Santista em 1958. Na ocasião, já eram pais de dois filhos quando José foi transferido pela empresa para uma unidade da fábrica que havia sido recém-inaugurada em Santos. Pois bem, na Cidade construíram toda uma história. José inclusive arranjou um novo amor. Calma! Aqui consta a relação dele com a Portuguesa Santista, onde esteve como diretor social entre as décadas de 1970 e 80. Anos mais tarde, em 1990, também trabalhou como inspetor de aluno em um colégio. [[legacy_image_108454]] E qual o segredo de uma união tão duradoura? Ah! Iolanda não tem dúvidas: "Em primeiro lugar, casamos por amor. Então procuramos sempre se entender e termos cumplicidade. Quando ele fica doente eu cuido dele e quando eu fico doente ele cuida de mim e assim seguimos". José complementa com a frase dita diante do padre, no longínquo 1951: "Na alegria e na tristeza". E pelo visto a alegria prevaleceu. Não poderia ser diferente. São quase 70 anos juntos, dois filhos, quatro netos, cinco bisnetos e muito amor, já disse Iolanda (acima). Ligada nas redesApresentada à internet um pouco antes da pandemia, a aposentada conta que gosta muito de mexer nas redes sociais justamente para ter contato com suas amigas e parentes que moram longe. "Não consigo vê-las, mas, agora, que estamos mais em casa por conta da pandemia, a solução foi usar o celular para diminuir a distância. Além disso, localizamos algumas primas minhas que eu não tinha contato há muito tempo. Algumas moram até fora do Brasil". Contudo, ficar conectada acaba gerando um pouco de ciúme em José. "Ele não gosta, diz que eu não falo com ele e que passo muito tempo cutucando uma tela", brinca. FamíliaA Tribunatambém conversou com Erika Dorante, de 41 anos, primeira neta do casal. Por passar muito tempo na casa dos avós durante a infância, uma relação de muito amor foi criada. "Eu ficava muito com eles já que minha mãe trabalhava. Nosso convívio foi diário por muito tempo. Então, temos um carinho diferenciado. Na adolescência, por incrível que pareça, eu dormia muito na casa deles. São muito importantes na minha vida". [[legacy_image_108455]] Para José Carlos Dorante, de 68 anos, os pais são as figuras que mais idolatra. "Só eu sei o quanto eles se esforçaram para construir isso tudo. Tanto minha mãe quanto meu pai são guerreiros. Enfrentaram diversas coisas e criaram essa família linda. São os meus heróis". Toda família se juntará no próximo dia 13 de outubro para comemorar o 70º aniversário de casamento de Iolanda e José. A festa terá de ser exclusivamente para eles, em função da pandemia.