[[legacy_image_41153]] Há 22 anos, a escultura O Peixe dá as boas-vindas a quem chega a Santos. Localizado no km 64 da Via Anchieta, um dos cartões-postais da Cidade está sendo revitalizado, o que deve ser feito até o início de julho. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O artista responsável pela criação e pela manutenção da escultura, o santista Ricardo Campos Mota, o Rica, conta que haverá pintura e mudanças no sistema de iluminação. Por enquanto, ocorre hidrojateamento para retirada da tinta original e verificação da estrutura. Também haverá nichos para caixas de iluminação, que será em LED. “Estamos fazendo uma remoção de tinta radical para trazer tudo na chapa. Será colocado um fundo muito poderoso, com material anticorrosivo, apesar de esse aço suportar intempéries.” Também se abrirá uma área de acesso para selfies ou uso do local como cenário para eventos: “As pessoas poderão acessar o local para fazer foto, desfile de moda ou apresentação de orquestra sinfônica, por exemplo”. Serão instaladas câmeras de segurança. [[legacy_image_41154]] Detalhes O trabalho integra o programa Nova Entrada de Santos e é pago pela Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes. Com 25 metros de altura e 45 toneladas, o monumento foi inaugurado em 1999. Virou símbolo da Cidade. Inicialmente, teria dez metros e ficaria onde funcionava o antigo posto de combustíveis Marilu, “mas tinha muito trânsito, paravam muitas carretas ali. Então, a obra ficaria suja. Ninguém iria vê-la, sem contar o risco de acidentes.” O novo local foi sugerido pelo Governo do Estado, que apoiou a construção do monumento. Rica explica que a ideia do desenho surgiu seis anos antes da inauguração, quando retornou ao Brasil, após uma temporada morando na Itália. “Santos é cidade de mar. Trabalhei nessa direção. Queria fazer o peixinho que qualquer criança faz. Ele é uma linha infantil.” E, com o tempo, a obra acabou ganhando um significado inesperado para o autor. “As pessoas conseguem visualizá-la da rodovia, a dois quilômetros da chegada (a Santos), por isso dá essa sensação de se sentirem em casa quando a avistam. Não foi minha intenção, mas fico feliz. Então, não tem nada a ver com o time de futebol, como muitos pensam.”