A lateral do veículo de Matheus ficou danificada após a colisão com o ônibus da Viação Piracicabana em Santos (Matheus Oliveira da Silva / Arquivo pessoal) Um motorista de 25 anos alega ter sofrido prejuízo que beira R\$ 12 mil após colisão com um ônibus da Viação Piracicabana na Praça Independência, no Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 23h50 de 5 de março. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência, a colisão ocorreu durante uma manobra realizada pelo coletivo, que acabou atingindo a lateral do carro conduzido por Matheus Oliveira da Silva. Segundo o motorista, ele trafegava pela curva da praça quando o ônibus, que estava à esquerda, teria avançado para a faixa da direita sem sinalizar. "Ele fez um movimento para entrar para o lado direito, sem dar seta. Eu estava do lado direito dele e foi quando colidiu com a lateral do meu carro”, relata. Matheus conta que o impacto foi intenso e chegou a temer que o carro capotasse. “Foi um impacto bem forte. O carro foi jogado para o lado e derrapou. Na hora, até achei que ia virar”. No veículo estavam Matheus e uma amiga. Nenhum dos dois ficou ferido. O carro, um Chery Tiggo 2 branco, sofreu danos nas duas portas laterais do lado atingido. Segundo o motorista, o conserto exigirá a substituição das peças. “O dano foi nas duas portas laterais, que não têm como recuperar. O orçamento ficou entre R\$ 10 mil e R\$ 12 mil”. Ônibus tinha passageiros De acordo com o relato do motorista, o coletivo transportava cerca de 10 passageiros no momento do acidente. Após a colisão, o motorista do ônibus parou o veículo, mas afirmou que não sabia explicar o que havia acontecido. “Ele desceu sem reação e disse que não sabia o que tinha ocorrido. Falou que, se eu quisesse resolver alguma coisa, teria que entrar em contato com a empresa”, afirma Matheus. Uma viatura foi acionada e orientou os envolvidos a registrar o boletim de ocorrência. Empresa se recusa a pagar, diz motorista Matheus afirma que tentou resolver o problema diretamente com a empresa responsável pelo coletivo, mas diz que recebeu uma negativa. Segundo ele, sete dias após o acidente, a BR Mobilidade, concessionária responsável pela Viação Piracicabana, entrou em contato por telefone e informou que não iria arcar com os prejuízos. “A empresa disse que avaliou internamente e que não vai reparar o veículo. Pedi que formalizassem por e-mail ou documento, mas disseram que não podem enviar nada por escrito”, conta. O que diz a empresa Em nota, a BR Mobilidade esclareceu que, após a conclusão de uma apuração interna sobre o incidente, ficou constatado que todos os protocolos de condução e segurança foram estritamente seguidos por sua equipe. Os fatos apurados demonstram que a responsabilidade pelo ocorrido não recai sobre a concessionária, comprovando a regularidade da operação, afirma a empresa. A BR Mobilidade reafirmou seu compromisso com a segurança viária e com a transparência, "mantendo o foco contínuo na prestação de um serviço de qualidade aos seus clientes".