A empolgação tomou conta dos foliões que foram à Praça Mauá brincar e recordar antigos carnavais (Alexsander Ferraz/ AT) O futuro do Carnaval santista ainda brinca nos carrinhos, chora no colo da mãe, mas também joga confete e serpentina para o alto (e no repórter) e não para de cantar e pular. No Carnabonde 2025, que comemorou seu Jubileu de Prata e fez referência ao visual e trajes dos festejos da década de 1920, os pequenos se uniram aos pais e avós e tomaram conta, neste sábado (1º) da Praça Mauá, no Centro de Santos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A alegria da criançada teve seu ponto alto ainda na parte da manhã, com a apresentação do Show do Bita - Especial de Carnaval. Quem chegou cedo para ver o espetáculo e curtir toda a programação foi o técnico de projetos Airam Andrade Hortas, de 41 anos. No colo da esposa, o pequeno Matteo, de 1 ano e 8 meses. “É a primeira vez que acompanhamos. Gostei muito, é uma festa bem familiar. Está nascendo um novo folião”, prevê ele, cheio de orgulho. Uma veterana de outros Carnavais também aproveitou a folia, caso da dona de casa Maria Helena Moraes Silva, de 80 anos. “Eu venho todo ano, mas cada vez é diferente. Esse Carnaval saudável não pode acabar nunca”. O “pedido” é endossado pelo Rei Momo, Jeorge Dias Karwaski Júnior. “É uma festa da família, você vê as crianças brincando, todos reunidos. É isso que traz a alegria do Carnaval de verdade. E estão nascendo os novos foliões. É isso que vai levar o carnaval lá na frente. Como diz o samba: ‘Não deixe o samba morrer’”. Segundo o Rei Momo, "é uma festa da família, você vê as crianças brincando, todos reunidos. É isso que traz a alegria do Carnaval de verdade" (Alexsander Ferraz/ AT) Homenagens Quem estava na Praça Mauá pôde acompanhar apresentações das bandas Zago Art Show e Oscar Guzella, com as adoráveis marchinhas de Carnaval. A expectativa crescia até que o bonde, todo decorado e que conduzia as voluntárias do Fundo Social de Solidariedade (FSS), chegou à Praça Mauá. Em seguida, houve homenagem no palco à presidente do fundo, Maria Ignez Barbosa, e ao artista plástico Ademir Fontana, que esteve à frente da concepção artística dos primeiros Carnabondes. Em seguida, teve início o tradicional cortejo pelo Centro Histórico. “Há muitos anos, me emociono com essas continuidades. Santos guarda circunstâncias culturais características, e o bonde é uma delas. A festa tem tudo a ver comigo”, vibra. Segundo o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal, a operação do Carnabonde foi pensada na segurança. “A programação foi voltada para a família”, complementa.