O capitão de veleiro santista Vítor Young, de 32 anos, está retido pelas autoridades na Islândia após uma abordagem da Guarda Costeira local. Ele integrava a tripulação do navio de patrulha Bandero, que participava de uma missão internacional contra a caça comercial de baleias no Atlântico Norte. A operação é coordenada de forma conjunta pela Captain Paul Watson Foundation e pela Sea Shepherd Brasil. -Video YouTube capitão (1.524035) Quer saber todas as curiosidades da nossa região? Siga o nosso canal do YouTube! De acordo com a mãe de Vitor, Lucy de Sá Fontes, o jovem atua como capitão de veleiro há seis anos e possui ampla experiência marítima internacional. Inicialmente, Vitor foi contratado pela organização ambiental apenas para realizar o transporte doméstico da embarcação. A rota inicial planejada era de Angra dos Reis (RJ) para o Porto de Recife (PE). No entanto, ao desembarcar na capital pernambucana, o santista recebeu uma proposta formal da organização para se juntar à tripulação internacional que cruzaria o oceano com destino à Islândia. Vítor aceitou o convite ciente de que a finalidade da viagem era servir como um protesto pacífico e de intervenção direta contra a matança de mamíferos marinhos na região europeia. Apesar do caráter ecológico e humanitário da missão, a embarcação enfrentou entraves burocráticos ao tentar ingressar nos limites territoriais do país nórdico. O principal motivo para a intervenção legal da Guarda Costeira islandesa foi a ausência de vistos de entrada adequados para os integrantes da equipe. A bordo do navio Bandero, as forças policiais identificaram e isolaram um grupo composto por nove tripulantes: além de Vitor, outros três brasileiros e cinco americanos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A polícia local confiscou os telefones celulares de todos. A medida cortou a comunicação externa imediata, mas o acesso ao computador foi restabelecido, permitindo que Vítor faça contatos diários com a família. Segundo Lucy, todos os detidos estão sendo bem tratados pelas autoridades islandesas e as condições de segurança na embarcação são adequadas. O navio foi escoltado e permanece atracado no Porto de Reykjavík, a capital da Islândia, onde toda a tripulação aguarda o desfecho. O desfecho do impasse internacional agora depende das deliberações do sistema de justiça da Islândia. Há ao menos duas possibilidades: a liberação total da tripulação e do barco após os esclarecimentos ou a retenção do navio com a consequente deportação dos brasileiros e americanos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil acompanha o caso.