[[legacy_image_259042]] Um mapeamento dos canais de Santos para detectar contaminação por esgoto na água será realizado a partir de segunda-feira (10). O objetivo é identificar ligações clandestinas e a presença de coliformes fecais que prejudicam a balneabilidade das praias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ação, denominada Programa Detecta, será coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) e executada em conjunto com a Sabesp, por tempo indeterminado. A operação começará pelos canais 2, 3 e 4, que são os pontos mais críticos. “Nós estamos observando que os índices de balneabilidade não estão bons. E a gente precisa, de alguma maneira, mapear e identificar quais são as fontes, as origens desse problema. A balneabilidade é medida pela presença de esgoto, de Enterococcus faecalis (bactéria do sistema digestivo). Muito se fala que os canais são fonte de distribuição dessa contaminação às praias; por isso, o nosso objetivo é avaliar a água que está nos canais tanto no ponto de saída para as praias quanto no seu curso intermediário”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório. “Vamos começar pelos canais 2, 3 e 4, que são os pontos mais críticos de balneabilidade, principalmente na região do Boqueirão”, aponta o secretário. A superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Olívia Mendonça, explica as etapas da ação: “Esta primeira etapa consiste na coleta das amostras de água dos canais de drenagem, feita por técnicos da Semam de Santos, para análise nos laboratórios da Sabesp e da Prefeitura. Após elaborado um gráfico com as áreas onde for identificada a presença de coliformes fecais, serão programadas as inspeções nas instalações do sistema de esgotamento sanitário operado pela companhia, para identificar e regularizar alguma interferência irregular entre as redes de esgoto e as galerias para drenagem das águas pluviais”. Olívia comenta, ainda, que “a Sabesp irá providenciar ensaios microbio-lógicos em parte das amostras dos canais, coletadas pela Semam, para depois realizar as inspeções por meio de testes com a aplicação de corante e de fumaça atóxica, para localizar a origem da contaminação. Se constatado o descarte irregular vindo de um imóvel, o morador será notificado para realizar as adequações internas necessárias. E se tiver origem em algum dano nas instalações públicas, a companhia irá executar os reparos”. Libório destaca que “tanto a Semam quanto a Sabesp utilizarão os seus próprios laboratórios nas análises. As equipes atuarão de forma conjunta. (...) Santos tem, hoje, 99,4% de coleta e tratamento de esgoto. Por isso, a Operação Detecta é um pente-fino para eliminar qualquer foco de contaminação”. Em pauta No último dia 27, na mais recente edição do fórum A Região em Pauta, promovido pelo Grupo Tribuna, um dos assuntos foi a balneabilidade das praias em Santos. Dados apurados por A Tribuna com base em amostras de água do mar coletadas pela Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) apontaram que, no ano passado, as praias da Cidade ficaram impróprias para o banho em mais de 60% do tempo. Segundo o presidente da Sabesp, André Salcedo, a qualidade da água na Cidade é prejudicada pelo lançamento de esgoto. O secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, citou a existência de ligações clandestinas. Trabalho alinhado A superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Olívia Mendonça, ressalta que parte das atividades começou na quarta-feira. “Já foi dado mais um passo dentro do Programa Detecta, com a visita de técnicos da Semam de Santos ao laboratório de Controle Sanitário da Sabesp, para alinhamento da metodologia que será usada pelos funcionários da Prefeitura para coleta das amostras de água dos canais de drenagem, para análise, com o objetivo de elaborar um mapeamento de onde serão programadas as inspeções nas áreas em que for identificada possível carga poluidora”, afirma. Olívia salienta ainda que “o programa intensifica um trabalho rotineiro, já realizado pela Sabesp, para garantir que o sistema de esgotamento sanitário funcione com eficácia, separadamente das galerias de águas pluviais”. A superintendente complementa que “as ações têm como objetivo intensificar os trabalhos que identificam interferências irregulares entre as redes de esgoto e as galerias para drenagem das águas pluviais, que podem ser originadas com rompimentos nas tubulações ou com imóveis que descartem de forma inadequada os esgotos nas galerias de escoamento das águas da chuva”. Sem custo adicional O secretário Marcos Libório diz que a operação não implicará em custos adicionais aos cofres públicos. “Os kits de testes já existem, e as equipes já estão mobilizadas”. Conforme Olívia, “esse trabalho da Sabesp já consta nos custos de manutenção do sistema de esgotamento sanitário e no cronograma estabelecido no plano de investimento do contrato firmado junto à Administração Municipal”.