Lançamento da Campanha da Fraternidade na Baixada Santista ocorrerá amanhã, na Catedral, a partir das 9h (Alexsander Ferraz/AT) Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais, indicavam quase 328 mil pessoas vivendo em situação de rua em todo o Brasil em 2024. Além disso, de acordo com a Fundação João Pinheiro, o déficit habitacional brasileiro é de 5,9 milhões de moradias. É nesse contexto que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança amanhã mais uma edição da Campanha da Fraternidade, sob o tema “Fraternidade e Moradia” e com o lema “Ele veio morar entre nós”. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A proposta é estimular a Igreja e a sociedade a refletirem sobre a moradia como condição essencial para a dignidade. Em Santos, o lançamento ocorrerá na missa que abre a Quaresma, realizada na Catedral, no Centro, a partir das 9 horas desta quarta-feira (18) “A mensagem é clara: é preciso se aproximar para reconhecer o Cristo presente nas periferias e entre os empobrecidos. Deus habita nossas cidades, mas muitas vezes está escondido nos que mais sofrem”, afirma o secretário de campanhas da CNBB, Jean Poul Hansen, em publicação nas redes sociais da entidade. “Moradia é a porta de entrada para outros direitos, como educação e saúde. Então, a principal proposta é sensibilizar os católicos e as pessoas de boa vontade para trabalharmos em favor de muita gente. Nossos irmãos precisam ter um lugar onde possam descansar, dormir e guardar seus pertences”, afirma o pároco da Catedral de Santos, padre José Myalil Paul. “Moradia é a porta de entrada para outros direitos, como educação e saúde. A principal proposta é sensibilizar os católicos e as pessoas de boa vontade para trabalharmos em favor de muita gente. Nossos irmãos precisam ter um lugar onde possam descansar, dormir e guardar seus pertences”, declara José Myalil Paul, pároco da Catedral de Santos (Alexsander Ferraz/AT) A questão da moradia já foi abordada pela Campanha da Fraternidade em 1993. Na ocasião, denunciou-se a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias. Igreja Católica quer debater melhores condições de moradia à população (Alexsander Ferraz/AT) Quaresma A Campanha da Fraternidade marca o início da Quaresma, período de 40 dias que vai até a Quinta-feira Santa, quando se celebra a última ceia de Jesus Cristo com seus apóstolos. Há celebrações programadas para 46 paróquias espalhadas pela Baixada Santista. Os horários podem ser conferidos na internet, por meio do link. Segundo padre Paul, esse é um tempo de reenquadrar a vida segundo o Evangelho, observando a proposta deixada por Jesus. “Há três práticas durante esse período de Quaresma que a Igreja propõe para reflexão: oração, jejum e caridade. As leituras desse tempo falam sobre isso”, explica. O religioso lembra que a oração é a intimidade com Deus — falar e ouvi-lo — e reformar a vida conforme a mensagem do Evangelho. Já a penitência consiste na correção dos vícios do dia a dia, com atenção especial ao que se fala, evitando ferir a dignidade das pessoas. Por fim, a caridade pode ser exercida por meio de palavras de conforto, visitas aos doentes ou outros gestos concretos. “Quando fazemos isso, há a celebração de uma nova vida. Jesus, pela sua morte e ressurreição, nos garantiu essa vida”, sintetiza o padre.