[[legacy_image_215039]] A necessidade de chamar a atenção das mulheres para a realização de exames preventivos a fim de detectar mais rapidamente o câncer de mama levou centenas de pessoas a participar, na manhã deste domingo (16) da Caminhada do Outubro Rosa, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O percurso foi feito no entorno da Praça Luiz Scala, na Ponta da Praia, com muita alegria e empolgação, sob o som da bateria da escola de samba União Imperial, que contagiou quem passava pelo local e os moradores dos prédios do entorno. Realizada pelo Instituto Neo Mama e com apoio da Prefeitura, essa atividade faz parte do Calendário Oficial do Município, que foi pioneiro do País a fazer ações nesse sentido durante o mês de outubro. O presidente da instituição, José Luís Neto Francisco, afirmou que foi uma grande alegria retomar esse evento, após dois anos de pandemia de covid-19. “É a caminhada da superação. Estamos todos de rosa para lembrar que as mulheres estejam em dia com a sua saúde”, ressaltou. [[legacy_image_215040]] Diretor de Comunicação da Rede Feminina de Combate ao Câncer do Estado de São Paulo, ele também fez uma menção especial à esposa e fundadora do Neo Mama, Gilze, que morreu em maio do ano passado. A caminhada começou do ponto onde há um monumento em homenagem à ativista. A secretária Marcela Justo está desde o início da fundação da entidade e foi a mãe de batizar o instituto de Neo Mama. Após uma década se dedicando a outras mulheres no combate e na prevenção do câncer de mama, ela foi acometida pela doença há 12 anos. “De voluntária no projeto, passei a ser paciente. Foi um conforto muito grande receber a ajuda de muitas mulheres que eu tive a oportunidade de auxiliar anteriormente. Esse apoio é fundamental”, afirmou. A aposentada Romilce Monteiro dos Reis é uma das voluntárias do projeto, onde faz um plantão uma vez por semana para orientar aquelas que precisam de assistência. Ela destacou a importância de as integrantes do sexo feminino precisam se cuidar ao longo de todo ano e se conscientizar de fazer os exames necessários. “Em 2009, fui diagnosticada com cânceres de mama e de ovário. É importante procurar o médico assim que notar algo diferente no corpo. Procuramos dizer que quem procura acha; quem acha, trata; e quem trata, cura”, frisou. A técnica de enfermagem Aleksandra Santana Matos explicou que teve a doença na mama esquerda, em 2014, e, seis anos mais tarde, ocorreu o mesmo na direita. Após fazer a cirurgia em janeiro de 2021, o câncer voltou no mamilo - que não havia sido retirado - em setembro do mesmo ano houve a retirada do tumor. O tratamento terminou em abril. “Tive um sentimento de revolta muito grande ao descobrir que tinha a doença pela segunda vez. Em setembro, procurei tentar entender o que estava acontecendo, tentar melhorar e buscar ajuda psicológica para encarar a vida de uma outra forma”, explicou.