[[legacy_image_264786]] Com o entendimento de que todos têm direito a uma família, será realizada, neste domingo (7), a 4ª Caminhada em Comemoração ao Dia Nacional da Adoção. A concentração será a partir das 8h30, na lateral da Praça do Aquário (Av. Samuel Augusto Leão de Moura). O grupo passará pela Avenida Almirante Saldanha da Gama (sentido José Menino/Ponta da Praia) até o Clube de Regatas Vasco da Gama e retornará no sentido oposto, até o Aquário. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Diretora da Casa Vó Benedita, instituição de Santos que abriga crianças e adolescentes à espera de adoção, Elizabeth Rovai diz que quem pretende adotar deve estar certo dessa decisão. É um processo burocrático, mas, justamente por isso, ela entende que se trata de um “mal necessário”. Crianças em abrigos são alvo de um estudo social para se verificar se podem retornar à família biológica ou se devem ir para a lista de adoção. A maioria dos pretendentes opta por crianças de até 2 anos. “Cada casal tem um motivo para adotar. Uns, porque não podem ter filhos. Outros, que já tentaram várias inseminações e não conseguiram engravidar. Alguns que já têm filhos crescidos querem ter mais”, afirma Elizabeth. Ainda segundo a presidente, a espera para a adoção de abrigados na Casa Vó Benedita está em torno de quatro anos. A espera gera ansiedade, que, conforme Elizabeth, pode ser aliviada nas reuniões do grupo de apoio à adoção existente na entidade. “Lá, todos estão na mesma sintonia de espera. Um vai dando força para o outro. Temos palestrantes e ajuda psicológica.” Há, porém, adolescentes que não querem ser adotados. Para eles, o abrigo presta assistência até que cheguem à maioridade e alcancem independência. “Toda criança merece uma família”, considera.