[[legacy_image_196347]] Com mais de duas décadas na luta contra hepatite C, o presidente do Grupo Esperança, Jeová Pessin Fragoso, ressaltou a importância da doação de órgãos para combater a doença. Foi em caminhada para encerrar o Julho Amarelo, realizada ontem, em Santos. Desde 1999, a associação atua com voluntários para apoiar quem tem a doença. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ele também relembrou a importância de se realizarem testes para a doença e que há vacina contra a hepatite tipo B. “O tratamento é caro, mas é feito pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Tem que testar. Testou, tratou, curou”, afirma. O grupo de voluntários se reuniu na manhã de ontem em frente à Estação da Cidadania, no Campo Grande, e caminhou pela Avenida Ana Costa até a Praça das Bandeiras, na Praia do Gonzaga. Médicos também participaram do evento. Fragoso, que assumiu a instituição em meio à luta contra o vírus do tipo C, recebeu o diagnóstico em 1994. Mas, na época, a falta de informação quase custou sua vida: um médico lhe disse que “seguisse a vida normalmente”. Quem tem o vírus da hepatite C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, mas os danos ao fígado podem levar a cirrose, câncer e insuficiência cardíaca. Em seu caso, um transplante — feito somente em 2014, após ele sofrer com efeitos severos da doença e quase morrer — o salvou. JornadaO aposentado Milton Nascimento Silva Filho, de 59 anos, também passou por transplante, há pouco mais de dois anos. Ele conta que ficou aproximadamente um ano e meio fazendo hemodiálise. “O recado é: seja um doador de órgãos. Avise a sua família. Isso vai ser uma luz para quem está hoje na fila do transplante, em hemodiálise”, diz. Fragoso lembra, ainda, que há vacina contra a hepatite B, disponível em quaisquer unidades de saúde da Baixada Santista. Os testes de hepatite C também estão disponíveis gratuitamente nos centros de testagem dos municípios. Há, também, tratamento gratuito, que permite cura em caso de detecção rápida da doença.