[[legacy_image_147656]] A primeira sessão do ano da Câmara de Santos, na tarde de terça-feira (1º), ficou marcada pela aprovação de dois projetos de lei relacionados ao transporte coletivo, que é operado no Município pela Viação Piracicabana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Um deles, de autoria do vereador Fabrício Cardoso (Pode), visa a proibir a circulação de ônibus, quando for constatado qualquer funcionamento irregular nos equipamentos de acessibilidade. Se for verificado algum problema na plataforma capaz de inviabilizar ou diminuir a sua capacidade operacional, o motorista terá de interromper a circulação, e a empresa precisará promover a substituição do veículo. Elaborada pelo vereador Augusto Duarte (PSDB), a segunda propositura prevê a obrigatoriedade da afixação de dispensadores de álcool em gel nos ônibus municipais. As duas matérias serão analisadas em segunda discussão amanhã. Se tiverem novo aval dos integrantes da Casa, elas seguem para o Executivo, que poderá sancioná-las ou vetá-las parcial ou integralmente. Durante a discussão da primeira proposta, diversos vereadores reclamaram da qualidade do serviço prestado pela permissionária do transporte público municipal e dos diversos requerimentos apresentados com base em queixas de usuários. “É triste a gente ter que aprovar uma legislação como essa. Os ônibus, quando saem das garagens, precisam sair de lá funcionando adequadamente. A população sabe muito bem os problemas”, frisou Cardoso. Duarte resumiu o seu sentimento de revolta ao defender a sua proposta em plenário: “A única coisa que eu tenho para falar é a vergonha desta Casa em aprovar um projeto dessa natureza contra um desserviço em nosso Município.” Luta contra a homofobia A vereadora Débora Camilo (PSOL) reiterou aos colegas o pedido apresentado, no ano passado, para que a Câmara revogue o título de Cidadão Santista concedido ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. Na última segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República denunciou o titular da pasta pelo crime de homofobia. Nascido em São Vicente, ele foi alvo dessa investigação em razão de uma entrevista sobre educação sexual nas escolas concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, em setembro de 2020, ao dizer que homossexuais são frutos de “famílias desajustadas” e que adolescentes estão “optando por ser gays”. “O ministro precisa responder por esse crime. Esta Casa precisa dar a sua contribuição pública no combate à homofobia”, destacou. A bandeira que representa a população LGBTQIA+ estava pendurada ontem nas galerias do plenário Dr. Oswaldo De Rosis. Na mesma sessão, Telma de Souza (PT) afirmou que realizará, em breve, uma audiência pública para discutir a instituição do laboratório de saúde integral para a população trans na Cidade.