O número de mulheres baixará, de três para duas: Débora Camilo (PSOL), reeleita e com a maior votação de ontem — 8.016 votos —, e a atual vice-prefeita Renata Bravo (PSD), que assumirá seu primeiro mandato (Matheus Tagé/Arquivo) Oito das 21 cadeiras da Câmara de Santos, ou 38,1% do total, serão renovadas no próximo ano. O número de mulheres baixará, de três para duas: Débora Camilo (PSOL), reeleita e com a maior votação deste domingo (6) — 8.016 votos —, e a atual vice-prefeita Renata Bravo (PSD), que assumirá seu primeiro mandato. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além de Renata, estes são os novos nomes do Legislativo a partir de 2025: o médico infectologista Marcos Caseiro (PT), o servidor público municipal Rui De Rosis Junior (PL), o comerciante Allison Sales (PL), Marcelo Correia, o Marcelo Téo, que não especificou profissão em seu registro de candidatura (PL). Ainda: o suplente de vereador Rafael Pasquarelli, que exerceu mandato temporariamente (União), o bispo Mauricio Campos, da Igreja Universal do Reino de Deus (Republicanos) e o também suplente de vereador Edivaldo Fernandes Menezes, o Chita, que também já exerceu a vereança (PSB). A renovação será superior à alcançada em 2020, quando, dos 21 eleitos na ocasião, seis novos vereadores foram escolhidos. Renovação se explica Já era esperado que quatro vagas fossem renovadas, pois não concorreram à reeleição os vereadores Audrey Kleys (Novo), Roberto Oliveira Teixeira, o Pastor Roberto de Jesus (Republicanos), Rui De Rosis (PL) e Telma de Souza (PT), terceira colocada na disputa da Prefeitura. Não conseguiram a reeleição estes vereadores: Marcos Libório (Republicanos, com 2.567 votos), Augusto Duarte (União, 2.312), Ademir Pestana (PSDB, 1.990) e João Neri (União, 1.754). Partidos O PL terá a maior bancada da Câmara, pulverizada em dez partidos. Os quatro vereadores eleitos pelo Partido Liberal estão entre os cinco que mais receberam verba do partido para campanha — o outro é Daniel Valle, sobrinho da candidata a prefeita Rosana Valle (PL), primeiro suplente. Depois, o PP terá três vereadores; com dois cada, Podemos, PSB, PSD, PT, Republicanos e União Brasil; com um vereador, PSDB e PSOL. Os partidos que elegeram vereadores em Santos ontem são os mesmos que tinham representantes na Casa, à exceção do Novo. Esta é a sigla da vereadora Audrey Kleys, atualmente um dos três membros da bancada feminina e que concorre à vice-prefeitura na chapa do prefeito candidato à reeleição Rogério Santos (Republicanos). A mais votada Concorrendo à reeleição, a vereadora Débora Camilo obteve 71,9% de votos a mais do que recebeu no último pleito, em 2020, quando havia conquistado 4.664 votos. “O que eu enxergo é que parte da população quer uma nova Cidade. E eu estou dando um passo hoje na construção dessa Cidade. Isso também demonstra que a gente tem feito um trabalho correto”, comentou. Débora, que iniciará seu segundo mandato, também atribui sua expressiva votação à sua postura “em resposta à extrema direita. O combate aos ataques ao serviço público, contra a precarização dos servidores, uma resposta do próprio movimento negro, LGBTQIAPN+, que são bandeiras históricas para a gente, e a questão climática”. Por ter sido a candidata mais votada, Débora Camilo presidirá a primeira sessão da Câmara de Santos, logo no dia da posse, em 1º janeiro de 2025.